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Manejo Hospitalar do Paciente com Cirrose: o que o Clínico Precisa Dominar

Revisão clínica do manejo hospitalar da cirrose descompensada: ascite, PBE, hemorragia varicosa, encefalopatia e síndrome hepatorrenal, com cortes e doses.

· Atualizado em · 14 min de leitura

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Manejo Hospitalar do Paciente com Cirrose: o que o Clínico Precisa Dominar

A cirrose afeta milhões de adultos e responde por altas taxas de hospitalização, readmissão e mortalidade. A internação quase sempre é desencadeada por uma complicação da hipertensão portal ou da disfunção hepática: ascite, infecção, sangramento e injúria renal. Para o clínico, e em especial para quem se prepara para o TECM, dominar o reconhecimento e o tratamento dirigido de cada descompensação é decisivo, porque várias dessas condutas mudaram nos últimos anos.

Este artigo organiza, complicação por complicação, a abordagem hospitalar do paciente com cirrose, com os cortes diagnósticos e as doses exatas recomendados pelas diretrizes mais recentes (AASLD, AGA, EASL e International Club of Ascites), no formato da revisão “In the Clinic” do Annals of Internal Medicine.

Por que a descompensação importa

A história natural da cirrose divide-se em fase compensada e fase descompensada. A transição para a fase descompensada é marcada pelo surgimento de um evento-índice: ascite, encefalopatia hepática (EH) ou hemorragia varicosa. Uma vez descompensado, o prognóstico piora substancialmente, e a única cura definitiva permanece o transplante hepático.

A tabela a seguir resume as principais descompensações que motivam internação e a respectiva conduta-âncora.

Tabela 1. Resumo das descompensações da cirrose e conduta-âncora

Complicação Pista diagnóstica-chave Pilar do tratamento
Ascite Ascite grau 2 a 3; paracentese diagnóstica obrigatória Restrição de sódio (2 g/dia) + diuréticos (espironolactona + furosemida)
Peritonite bacteriana espontânea (PBE) PMN ≥ 250/mm³ no líquido ascítico Cefalosporina de 3ª geração + albumina (1,5 g/kg D1 e 1 g/kg D3)
Hemorragia varicosa HDA em paciente cirrótico (varicosa até prova em contrário) Vasoativo + antibiótico profilático + endoscopia em ≤ 12 h
Encefalopatia hepática Asterixe, rebaixamento; buscar fator precipitante Lactulose (3 evacuações pastosas/dia) + rifaximina 550 mg 2x/dia
Síndrome hepatorrenal (HRS-AKI) Critérios do ICA; sem resposta a volume Albumina + vasoconstritor (terlipressina 1ª linha)

Ascite: a descompensação mais comum

A ascite é a primeira manifestação mais frequente da cirrose e é graduada em 1 (visível apenas em imagem), 2 (clinicamente evidente) ou 3 (volumosa ou tensa).

A paracentese diagnóstica deve ser realizada em todo paciente com cirrose e ascite grau 2 a 3, independentemente dos sintomas. O gradiente albumina soro-ascite (GASA) ajuda a diferenciar a origem: GASA > 1,1 g/dL caracteriza ascite de alta pressão portal (origem hepática).

Os três pilares do controle volêmico

O primeiro passo, frequentemente negligenciado, é a restrição de sódio para 2 g/dia. Fontes ocultas de sal (alimentos processados, picles, ketchup) costumam precipitar a internação, e a equipe precisa garantir que a dieta hospitalar seja de fato hipossódica. A relação sódio/potássio em amostra isolada de urina ajuda a distinguir refratariedade aos diuréticos de não adesão dietética: relação acima de 1 sugere componente dietético.

Na prática: restrição de água livre não trata ascite. Ela só é indicada para corrigir hiponatremia, e tipicamente apenas quando o sódio cai abaixo de 125 mmol/L. A reposição de sódio é contraindicada nesse cenário, pois agrava anasarca e acidose sem corrigir a hiponatremia da cirrose.

Diuréticos: doses e proporção

Os diuréticos são, em geral, iniciados após a paracentese de grande volume, desde que não haja injúria renal.

Tabela 2. Diuréticos na ascite cirrótica

Fármaco Dose inicial Dose máxima Observações
Espironolactona (antagonista da aldosterona) 100 mg, 1x/dia 400 mg/dia Primeira linha; pode ser monoterapia no 1º episódio
Furosemida (diurético de alça) 40 mg, 1x/dia 160 mg/dia Habitualmente combinada à espironolactona

A proporção típica entre os dois é de 100:40 (espironolactona:furosemida), ajustada conforme o potássio. A titulação da espironolactona não se reflete de imediato nos exames, com diurese efetiva em torno de 72 horas, o que exige ajuste mais lento.

Albumina na paracentese de grande volume

As diretrizes AASLD e AGA recomendam albumina para todo paciente submetido a paracentese de grande volume (> 5 L), na dose de 6 a 8 g por litro retirado, para prevenir disfunção renal e disfunção circulatória pós-paracentese. Metanálise de 17 ensaios (1.225 pacientes) sustenta essa conduta ao demonstrar redução da disfunção circulatória com albumina frente a alternativas.

Na prática: na ascite refratária, considere TIPS. Fármacos como AINEs, amlodipina, IECA, BRA, bloqueadores alfa-1 adrenérgicos e dipiridamol podem contribuir para ascite ou disfunção renal e devem ser reavaliados nesse contexto.


Peritonite bacteriana espontânea (PBE)

A PBE é diagnosticada quando a paracentese revela PMN ≥ 250/mm³ (polimorfonucleares por microlitro) no líquido ascítico. É frequentemente assintomática. Por isso, todo paciente internado com ascite deve ser submetido a paracentese, independentemente de sintomas, com o líquido inoculado em frascos de hemocultura à beira do leito e enviado para contagem celular e diferencial.

Na prática: em “punção sanguinolenta”, corrija a contagem subtraindo PMN proporcionalmente aos eritrócitos (por exemplo, 1 PMN para cada 50 hemácias).

Antibiótico e albumina

Diagnosticada a PBE, o antibiótico é iniciado por 5 dias, independentemente do resultado da cultura.

Tabela 3. Antibioticoterapia na PBE

Cenário Antibiótico recomendado
PBE comunitária (paciente internado) Cefalosporina de 3ª geração IV (ex.: ceftriaxona)
PBE nosocomial Espectro ampliado: cefepime, meropenem ou piperacilina-tazobactam

A albumina deve ser administrada na dose de 1,5 g/kg no dia 1 e 1 g/kg no dia 3, conduta associada a menor injúria renal e mortalidade.

Situações que confundem

  • Ascite neutrocítica com cultura negativa: mesmo com cultura negativa, se houver PMN ≥ 250/mm³, trata-se como PBE.
  • Bacterascite: cultura positiva sem critério de PMN. Não deve ser tratada de imediato; repete-se a paracentese em 48 horas, pois pode progredir para PBE.
  • Reavaliação: repetir paracentese em 48 horas para confirmar queda de PMN de pelo menos 25%, especialmente quando há suspeita de falha terapêutica.

Profilaxia secundária

Após um episódio de PBE, AASLD e AGA recomendam profilaxia secundária, tipicamente com norfloxacino 400 mg/dia ou ciprofloxacino 500 mg/dia. O sulfametoxazol-trimetoprima em dose dobrada perdeu espaço pela resistência emergente. Estudo randomizado de rifaximina versus norfloxacino em 266 pacientes mostrou menor recorrência de PBE (4% vs. 14%) e menor mortalidade (14% vs. 24%) no grupo rifaximina, colocando-a como possível alternativa em estudo.

Na prática: a PBE associa-se ao uso de inibidores de bomba de prótons (IBP). É razoável suspender IBP em pacientes sem indicação clara.


Hemorragia varicosa: emergência médica

Toda hemorragia digestiva alta (HDA) em paciente cirrótico deve ser assumida como varicosa até prova em contrário. As diretrizes recomendam internação em UTI, acesso venoso calibroso e considerar intubação se a via aérea estiver ameaçada ou houver alto risco de aspiração.

Conduta imediata

O paciente deve receber, de forma imediata:

  1. Terapia vasoativa — octreotida (nos Estados Unidos) ou terlipressina (onde aprovada).
  2. Antibiótico profilático IV — geralmente ceftriaxona, conforme padrão de resistência local.
  3. Transfusão restritiva — meta de hemoglobina de 7 g/dL (não mais alta na ausência de choque), para não exacerbar a hipertensão portal.

Na prática: o INR não reflete coagulopatia na cirrose, pois fatores pró e anticoagulantes estão igualmente afetados. A transfusão rotineira de plasma fresco congelado (PFC) guiada pelo INR não é recomendada, pois eleva a pressão portal e pode agravar o sangramento. Estudo retrospectivo associou PFC a maior mortalidade em 42 dias (OR 9,41) e a falha no controle do sangramento em 5 dias.

Endoscopia e terapias de resgate

A endoscopia digestiva alta deve ser realizada em até 12 horas da apresentação. Na ausência de contraindicações (como prolongamento do QT), recomenda-se eritromicina IV pré-procedimento para esvaziar coágulos do fundo gástrico. A ligadura elástica é feita diante de sinais endoscópicos de alto risco ou na ausência de outra fonte plausível.

Se o sangramento não for controlado por ligadura ou escleroterapia, indica-se prótese esofágica ou balão de tamponamento, com avaliação para TIPS de urgência. Ensaio randomizado mostrou que a prótese metálica autoexpansível controlou melhor o sangramento que o balão (85% vs. 47%), e a prótese vem sendo preferida ao balão como medida temporizadora.

TIPS e o conceito de “TIPS precoce”

O TIPS reduz a hipertensão portal criando um conduto da veia porta para a veia central. O gradiente de pressão venosa hepática (HVPG) normal é de 1 a 5 mmHg; valor ≥ 10 mmHg indica hipertensão portal. A meta pós-TIPS costuma ser de 10 a 12 mmHg, equilíbrio que reduz o risco de sangramento sem precipitar tanta encefalopatia.

Tabela 4. Modalidades de TIPS na hemorragia varicosa

Modalidade Janela / indicação
Salvamento Sangramento que não pode ser interrompido
Precoce (“preemptivo”) Dentro de 24 a 72 h do sangramento, para prevenir ressangramento
Resgate Novo sangramento dentro de 5 dias

O TIPS precoce reduz mortalidade em pacientes com escore Child-Turcotte-Pugh (CTP) acima de 7 com sangramento ativo à endoscopia, ou CTP de 10 a 13. Ensaio randomizado com 63 pacientes de alto risco mostrou, no grupo TIPS precoce, menos ressangramento, menor mortalidade e maior sobrevida em 1 ano (86% vs. 61%).

Após a estabilização

Controlado o sangramento, a terapia vasoativa é mantida por 2 a 5 dias, com conversão para betabloqueador não seletivo (BBNS) antes da alta ou no dia 5. O carvedilol é o BBNS preferido, titulado para 6,25 mg duas vezes ao dia ou 12,5 mg uma vez ao dia. O antibiótico (ceftriaxona) é mantido por 5 dias ou até a alta. IBP devem ser suspensos na ausência de indicação forte, pelo risco aumentado de infecção e encefalopatia.


Encefalopatia hepática (EH)

A EH é diagnosticada clinicamente (por exemplo, pesquisa de asterixe) ou por testes neurocognitivos (como o teste de Stroop). A amônia venosa não é recomendada para diagnosticar ou acompanhar o tratamento, por correlacionar-se mal com a amônia arterial e por baixa sensibilidade e especificidade, embora um valor baixo possa ajudar a afastar EH no contexto adequado.

Tabela 5. Graduação clínica da encefalopatia hepática

Grau Achados clínicos
Mínima / Grau 1 Alterações mínimas de consciência ou comportamento (ex.: inversão dia-noite); detectável apenas em testes neuropsicométricos (ex.: Stroop)
2 Clinicamente evidente: asterixe, sonolência, desorientação
3 Incoerência, mas despertável
4 Comatoso

Buscar o fator precipitante

Toda nova EH deve disparar a busca por uma causa subjacente reversível: infecção, distúrbio metabólico, medicação. Opioides e psicoativos devem ser reconsiderados, a infecção afastada e os eletrólitos corrigidos, com cuidado para não corrigir a hiponatremia rápido demais.

Tratamento

A lactulose é a primeira linha, com meta de 3 evacuações pastosas por dia. O polietilenoglicol pode ser adjuvante quando o paciente fica distendido e desconfortável com altas doses de lactulose. Importante: diarreia e desidratação podem precipitar EH, então a meta é 3 evacuações pastosas/dia, e não maximizar a lactulose ao ponto de causar diarreia.

A rifaximina 550 mg duas vezes ao dia é recomendada por EASL e AASLD como adição à lactulose após um episódio de EH manifesta. Revisão Cochrane (41 ensaios, 4.545 pacientes) mostrou que rifaximina associada a dissacarídeo não absorvível foi superior ao dissacarídeo isolado em mortalidade por todas as causas (RR 0,69; NNT 22) e em encefalopatia (RR 0,58).

Na prática: garantir o acesso contínuo à rifaximina é parte do tratamento. A descontinuidade da medicação é causa conhecida de readmissão. A EH também deve motivar discussão sobre proxy de saúde e, conforme o grau, precauções para dirigir.


Síndrome hepatorrenal (HRS-AKI)

A injúria renal é complicação grave da hipertensão portal, e a prevenção é central: nefrotoxinas (AINEs, aminoglicosídeos) devem ser rigorosamente evitadas, e a diurese deve ser cautelosa, frequentemente suspensa quando a creatinina ultrapassa 2 mg/dL.

A nomenclatura mudou: o antigo HRS tipo 1 passou a ser chamado de HRS-AKI, com critérios mais claros. Diante de AKI, suspende-se diuréticos e nefrotoxinas, envia-se eletrólitos e urina, e faz-se prova de volume. Causas pós-renais devem ser avaliadas, sobretudo na ascite tensa.

Tabela 6. Critérios diagnósticos do ICA para HRS-AKI

Critério
Cirrose, insuficiência hepática aguda ou crônica agudizada
Aumento da creatinina ≥ 0,3 mg/dL em 48 h ou ≥ 50% do valor basal, ou débito urinário ≤ 0,5 mL/kg por ≥ 6 h
Sem resposta à retirada de diurético e expansão com albumina por 2 dias consecutivos (albumina 1 g/kg/dia)
Ausência de choque
Sem nefrotoxinas recentes
Sem doença renal estrutural (proteinúria > 500 mg/dia, micro-hematúria > 50 hemácias/campo, biomarcadores ou ultrassom alterado)
Fração de excreção de sódio urinário < 0,2% (pode ser imprecisa em uso de diuréticos)

Tratamento: albumina + vasoconstritor

Confirmado o HRS-AKI, a terlipressina é a primeira linha (conforme aprovação local), sempre associada à albumina. Quando há contraindicações à terlipressina (insuficiência cardíaca, doença isquêmica, hipóxia, edema pulmonar) ou indisponibilidade, considera-se infusão de noradrenalina. Como vasoconstritor potente, a terlipressina pode causar infarto do miocárdio e isquemia mesentérica. Reavaliar a resposta no dia 4, com curso total de até 14 dias.

Ensaio randomizado comparando terlipressina + albumina (27 pacientes) com midodrina + octreotida + albumina (22 pacientes) mostrou recuperação da função renal de 70% vs. 29%, com melhora de sobrevida no grupo terlipressina.


Princípios transversais da internação

Alguns conceitos atravessam todas as descompensações:

  • Cirrose é estado imunocomprometido: baixo limiar para investigação de infecção em todo internado, com paracentese diagnóstica, hemoculturas, urinálise, urocultura e radiografia de tórax.
  • Coagulopatia reequilibrada: o INR não prediz sangramento; evitar sobretransfusão de plaquetas e PFC, que causa hipervolemia e eleva a pressão portal.
  • IBP e sondas: suspender IBP sem indicação e minimizar sonda vesical para reduzir infecção.
  • Transplante: pacientes que necessitam de TIPS ou que sangram por varizes devem ser considerados para avaliação de transplante.

Perguntas frequentes

Qual é o corte de PMN que define peritonite bacteriana espontânea?

PMN ≥ 250 células/mm³ no líquido ascítico. Esse valor define PBE mesmo com cultura negativa (ascite neutrocítica com cultura negativa), que também deve ser tratada por 5 dias.

Quando e em que dose dar albumina na PBE?

Albumina 1,5 g/kg no dia 1 e 1 g/kg no dia 3, associada à melhora de injúria renal e mortalidade. Já na paracentese de grande volume (> 5 L), a dose é de 6 a 8 g por litro retirado.

Qual a meta de hemoglobina na hemorragia varicosa?

A meta transfusional é hemoglobina de 7 g/dL, não superior na ausência de choque, para evitar agravamento da hipertensão portal. O plasma fresco congelado guiado por INR não é recomendado.

Por que não usar amônia para acompanhar a encefalopatia hepática?

Porque a amônia venosa correlaciona-se mal com a arterial e não é sensível nem específica para EH. O diagnóstico e o acompanhamento são clínicos (asterixe, teste de Stroop). Amônia baixa pode, no contexto certo, ajudar a afastar EH.

Qual a meta de evacuações com lactulose na EH?

Três evacuações pastosas por dia. Diarreia e desidratação podem precipitar a própria EH, então o objetivo não é maximizar a lactulose, e sim atingir esse alvo. A rifaximina 550 mg duas vezes ao dia é adicionada após episódio de EH manifesta.

Qual o tratamento de primeira linha da síndrome hepatorrenal (HRS-AKI)?

Terlipressina associada à albumina é a primeira linha, com reavaliação no dia 4 e curso de até 14 dias. Em contraindicações (cardíaca, isquêmica, hipóxia, edema pulmonar) ou indisponibilidade, usa-se noradrenalina. A terlipressina superou midodrina + octreotida na recuperação renal (70% vs. 29%).

Pontos-chave: o que todo médico deve saber

  • Ascite grau 2 a 3 exige paracentese diagnóstica, independentemente dos sintomas. GASA > 1,1 g/dL indica origem portal.
  • Restrição de sódio a 2 g/dia é o primeiro passo; restrição de água livre só para hiponatremia (sódio < 125 mmol/L).
  • Diuréticos: espironolactona 100 mg/dia (máx. 400 mg) + furosemida 40 mg/dia (máx. 160 mg), proporção 100:40. Albumina 6 a 8 g/L na paracentese > 5 L.
  • PBE = PMN ≥ 250/mm³. Cefalosporina de 3ª geração (comunitária) por 5 dias + albumina 1,5 g/kg (D1) e 1 g/kg (D3).
  • HDA no cirrótico é varicosa até prova em contrário: vasoativo + antibiótico + endoscopia em ≤ 12 h. Meta de hemoglobina 7 g/dL; não transfundir PFC por INR.
  • TIPS precoce (24 a 72 h) reduz mortalidade no alto risco (CTP > 7 com sangramento ativo ou CTP 10-13).
  • EH: buscar fator precipitante; lactulose com meta de 3 evacuações pastosas/dia + rifaximina 550 mg 2x/dia. Amônia não serve para seguimento.
  • HRS-AKI: evitar nefrotoxinas; terlipressina + albumina é a primeira linha, noradrenalina como alternativa.

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Aviso: este conteúdo tem finalidade educacional e de apoio à preparação para provas de título, não substituindo as diretrizes institucionais, o julgamento clínico individualizado nem a literatura primária. Sempre confirme doses e condutas nas fontes oficiais antes da aplicação assistencial.

Referência: Rogal S. Inpatient Management of Patients With Cirrhosis. Annals of Internal Medicine — In the Clinic. Publicado em 14 de abril de 2026. doi:10.7326/ANNALS-26-00513.