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Dor Torácica na Unidade de Emergência: o Protocolo da Diretriz SBC 2025

Protocolo de dor torácica na emergência pela Diretriz SBC 2025: ECG em 10 min, troponina hs, escore HEART e critérios de alta segura.

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Dor Torácica na Unidade de Emergência: o Protocolo da Diretriz SBC 2025

A dor torácica é uma das queixas mais frequentes na emergência e, ao mesmo tempo, uma das que mais expõem o médico ao erro com consequências graves. O desafio é duplo: não perder os diagnósticos que matam em horas — infarto com oclusão coronária, síndrome aórtica aguda, tromboembolismo pulmonar, pneumotórax hipertensivo — e, ao mesmo tempo, não internar nem investigar excessivamente a maioria dos pacientes que não têm doença cardiovascular ameaçadora.

A Diretriz Brasileira de Atendimento à Dor Torácica na Unidade de Emergência (SBC, 2025) organiza essa avaliação em etapas objetivas, ancoradas no eletrocardiograma precoce, nos algoritmos de troponina de alta sensibilidade e em escores clínicos validados. Este guia percorre essa sequência com as tabelas que você vai consultar no plantão.

Abordagem inicial: quando abrir o protocolo

A diretriz define critérios objetivos para abrir o protocolo de dor torácica, com o propósito declarado de reconhecer precocemente a síndrome coronariana aguda (SCA) com oclusão coronária e os diagnósticos de alta letalidade. A leitura “típica versus atípica” é abandonada como critério de triagem: a regra de ECG rápido vale para os dois cenários.

Critério para abrir o protocolo Classe / Nível
Dor atual (vigente na admissão) entre a cicatriz umbilical e a mandíbula I (C)
Dor torácica que durou mais de 10 minutos, ainda que ausente na chegada I (C)
Assintomático na admissão, mas relata desconforto epigástrico ou dor em braços/mandíbula antes da entrada IIa (C)
Equivalentes isquêmicos (dispneia, diaforese, PAS < 90 mmHg) em > 50 anos, diabéticos ou com DCV conhecida IIa (C)

Aberto o protocolo, o paciente segue o acrônimo MOVE, tratado como urgência ou emergência:

  • Monitorização com desfibrilador prontamente disponível
  • Oxigênio: checar saturação e ofertar O₂ se SatO₂ < 90%
  • Veia: acesso venoso, aproveitando a punção para coletar exames
  • Eletrocardiograma em até 10 minutos, com avaliação médica imediata

Na prática: o ECG pode preceder a anamnese detalhada e o exame físico. Em um grande registro norte-americano e canadense, apenas 40% dos pacientes com infarto com supradesnível receberam ECG dentro de 10 minutos, e tempo porta-ECG acima de 10 minutos associou-se a maior risco de infarto recorrente ou morte.

ECG precoce: alvo de tempo e o que procurar

O eletrocardiograma de 12 derivações em repouso é a ferramenta diagnóstica de primeira linha na suspeita de SCA. A diretriz estabelece, como classe I (nível B), que todo paciente com critério de abertura realize o traçado — idealmente com derivações complementares — avaliado por um médico em até 10 minutos do primeiro contato com o serviço de saúde.

Situação Conduta com o ECG
Todo paciente com critério de abertura ECG de 12 derivações em ≤ 10 min, avaliado por médico — Classe I (B)
ECG inicial limítrofe/duvidoso ou sintomas persistentes Repetir a cada 10 a 20 minutos
Recorrência ou piora dos sintomas Repetir imediatamente
Territórios silenciosos no traçado convencional Acrescentar derivações complementares (V7–V9, V3R, V4R)

Os critérios de supradesnível persistente do segmento ST (sem bloqueio de ramo esquerdo) são aferidos no ponto J, em pelo menos duas derivações contíguas:

Derivações Corte de supradesnível de ST
V2–V3, homens < 40 anos ≥ 2,5 mm
V2–V3, homens ≥ 40 anos ≥ 2,0 mm
V2–V3, mulheres ≥ 1,5 mm
Demais derivações (qualquer idade/sexo) ≥ 1,0 mm
Derivações complementares (≥ 2 contíguas) ≥ 0,5 mm

Além dos critérios clássicos, a diretriz reforça a busca ativa pelos equivalentes de oclusão coronária aguda: infarto posterior ou ínfero-lateral, padrão de De Winter, ondas T hiperagudas, padrão de Aslanger e distorção terminal do QRS. A síndrome de Wellens e o infradesnível difuso com supradesnível em aVR sinalizam acometimento da descendente anterior proximal e do tronco de coronária esquerda, respectivamente, sem configurarem supradesnível persistente clássico.

Na prática: restringir a leitura ao supradesnível clássico é uma das armadilhas mais perigosas. Os equivalentes de oclusão exigem busca ativa e podem indicar reperfusão.

Biomarcadores: troponina de alta sensibilidade e protocolos acelerados

Na maioria dos pacientes, o ECG inicial não é diagnóstico, e a definição depende da troponina seriada. A diretriz posiciona a troponina cardíaca de alta sensibilidade (hs-cTn) como o marcador de escolha para investigação de infarto, classe I (nível B), com a primeira dosagem na chegada, independentemente do tempo de início dos sintomas.

Recomendação sobre biomarcadores Classe / Nível
Troponina de alta sensibilidade como marcador de escolha I (B)
Não solicitar CK-MB quando há troponina quantitativa disponível III (B)
Na ausência de hs-cTn, usar o biomarcador disponível a cada 3 h até definir/afastar infarto I (B)
Algoritmos de 0/1 h e 0/2 h preferíveis ao de 0/3 h IIa (B)
Dose única de hs-cTn < limite de detecção em dor > 3 h, com escore baixo, ECG sem isquemia e sem dor recorrente IIa (B)

A grande vantagem da hs-cTn está nos algoritmos acelerados. O de 0/1 h é o de escolha; o de 0/2 h é alternativa quando não for viável a coleta em uma hora. Ambos usam o valor de admissão somado à variação (delta) para classificar o paciente em três grupos: descarte (rule-out), observação ou admissão (rule-in). O algoritmo de 0/3 h só deve ser considerado na impossibilidade dos demais, por categorizar menos pacientes no descarte e de modo mais tardio.

Cortes por ensaio (não são universais)

Um ponto crítico: os valores de muito baixo, baixo, ausência de delta significativo e elevado variam conforme o ensaio e devem ser conferidos no kit de cada serviço. Aplicam-se independentemente de idade, sexo e função renal.

Ensaio (algoritmo 0/1 h) Muito baixo Rule-out (valor inicial) Delta 1 h (rule-out) Rule-in
hs-cTnT (Elecsys, Roche) < 5 ng/L < 12 ng/L < 3 ng/L ≥ 52 ng/L ou delta ≥ 5 ng/L
hs-cTnI (Architect, Abbott) < 4 ng/L < 5 ng/L < 2 ng/L ≥ 64 ng/L ou delta ≥ 6 ng/L

Na prática: aplicar o corte de um ensaio em outro compromete a classificação. Esses números são reconhecidamente difíceis de memorizar — consulte sempre o kit do seu serviço.

Quando uma única dosagem basta

Em pacientes com dor há mais de três horas, uma única hs-cTn abaixo do limite de detecção do ensaio pode descartar infarto, desde que associada a escore clínico de baixo risco, ECG sem alterações isquêmicas e ausência de dor recorrente ou persistente (classe IIa, nível B). Quando os sintomas têm menos de três horas, ou a troponina já é detectável na primeira coleta, impõe-se a segunda dosagem em uma ou duas horas. Atenção: troponina alterada porém sem delta em 1–2 h pode representar a fase de platô de um infarto.

Sem hs-cTn, com troponina convencional, recomenda-se coleta na chegada e segunda dosagem entre 3 e 6 horas — lembrando que, na maioria dos kits convencionais, mais de seis horas são necessárias para a elevação.

O que cada faixa do algoritmo 0/1 h significa

Grupo (0/1 h) % de pacientes Probabilidade de infarto
Descarte (rule-out) 60% a 75% < 1%
Observação 15% a 25% 5% a 20%
Admissão (rule-in) 8% a 20% 50% a 75%

Na prática: em pacientes com doença arterial coronariana conhecida, a probabilidade de infarto pode exceder 1% mesmo classificados como descarte — o que justifica avaliação adicional.

Escore HEART: a estratificação clínica preferencial

Os algoritmos de troponina respondem à pergunta sobre infarto, mas não esgotam a estratificação de SCA, sobretudo da angina instável, em que a troponina pode permanecer normal. Para isso, a diretriz recomenda o escore HEART como preferencial (classe I, nível B), por reunir melhor acurácia, validação e facilidade de uso — em estudo nacional, superou ADAPT, EDACS, TIMI e GRACE.

Domínio 0 ponto 1 ponto 2 pontos
História Pouco/nada suspeita Moderadamente suspeita Altamente suspeita
ECG Normal Distúrbios inespecíficos de repolarização Depressão significativa do segmento ST
Anos (idade) < 45 anos ≥ 45 e < 65 anos ≥ 65 anos
Risco (fatores*) Nenhum 1 ou 2 fatores ≥ 3 fatores ou doença aterosclerótica estabelecida
Troponina (convencional)** ≤ limite superior 1–3× o limite superior ≥ 3× o limite superior

*Fatores de risco: hipertensão, hipercolesterolemia, diabetes, obesidade (IMC > 30 kg/m²), tabagismo (atual ou cessação ≤ 3 meses), história familiar precoce (primeiro grau). **A versão modificada para alta sensibilidade baseia-se no escore HEAR (História, Anos/Idade, ECG, Risco), com cortes específicos dos algoritmos de hs-cTn.

A soma define três faixas de risco de eventos cardiovasculares maiores (MACE) em seis semanas:

Pontuação HEART Risco de MACE em 6 semanas
0 a 3 pontos Baixo
4 a 6 pontos Médio
7 a 10 pontos Elevado

Na prática: casos com alterações diagnósticas no ECG ou na troponina, somados a quadro clínico compatível, dispensam o cálculo do HEART e seguem direto para as rotas de tratamento — o diagnóstico já está estabelecido. O HEART é mais útil no momento de decidir sobre a segurança de liberar o paciente.

Diagnósticos diferenciais que matam

Além da SCA, a dor torácica obriga o emergencista a considerar outras causas de alta letalidade e tempo-dependentes.

Síndrome aórtica aguda

Rara, mas com mortalidade descrita em torno de 1% a 2% por hora nas primeiras 48 horas; a dissecção aguda responde por cerca de 70% dos casos. A dor costuma ser de alta intensidade, com irradiação para o dorso e sem fatores atenuantes. O alargamento do mediastino superior é o achado radiográfico mais frequente (60% a 90% dos casos), mas sua ausência não exclui o diagnóstico.

Escore / conduta Detalhe Classe / Nível
ADD-RS 12 variáveis em 3 categorias; 1 ponto por categoria com característica presente (até 3). Até 1 ponto = baixo risco; 2–3 = alto risco IIa (B)
POCUS por médico capacitado, somado ao ADD-RS Incremento na definição da probabilidade IIa (B)
AORTA Escore simplificado, adicional ou alternativo IIb (C)
ADD-RS / AORTA isolados para confirmar ou excluir SAA Não devem ser usados sozinhos III (B)

Fluxo de investigação após a probabilidade pré-teste: probabilidade baixa → D-dímero (corte de 500 ng/mL); se negativo, buscar outro diagnóstico; se positivo, imagem. Probabilidade mais que baixa → exame de imagem direto. A angiotomografia é o método mais utilizado; o ecocardiograma transesofágico é alternativa.

Tromboembolismo pulmonar (TEP)

Dor habitualmente súbita, associada a dispneia e sintomas pleuríticos. O ECG só mostra sobrecarga de ventrículo direito (inversão de T de V1 a V4, S1Q3T3, bloqueio de ramo direito) nos casos mais graves; nos demais, o achado mais comum é taquicardia sinusal, inespecífica e presente em apenas cerca de 40% dos casos.

Escore / conduta Detalhe Classe / Nível
Wells, Genebra revisado, Genebra simplificado Aplicar na avaliação inicial da probabilidade pré-teste I (A)
PERC Em probabilidade < 15% (ex.: Wells < 2); na ausência dos 8 itens, afasta TEP sem complementação IIa (B)

Os oito itens do PERC: idade ≥ 50 anos; FC ≥ 100 bpm; SatO₂ < 95% em ar ambiente; edema assimétrico de membros inferiores; hemoptise; cirurgia ou trauma nas últimas quatro semanas; história prévia de trombose venosa ou embolia; tratamento hormonal. Probabilidade baixa com PERC zerado dispensa o D-dímero.

Pneumotórax e tamponamento

O pneumotórax simples pode se manifestar como dor torácica, inclusive espontânea em pacientes longilíneos, geralmente benigno. O pneumotórax hipertensivo é grave, exige tratamento imediato, ocorre mais no contexto de trauma (mas pode complicar intubação ou acesso venoso central) e seu diagnóstico é clínico. O tamponamento cardíaco pode se apresentar como desconforto torácico com hipotensão ou choque — atenção à baixa sensibilidade dos componentes individuais da tríade de Beck. Radiografia de tórax e POCUS à beira do leito (congestão, derrame pericárdico, pneumotórax) integram a propedêutica básica.

Critérios de alta segura e disposição

A disposição final decorre diretamente da classificação obtida.

Grupo Definição Probabilidade de infarto Conduta
Rule-out Escore baixo (HEART ≤ 3 ou EDACS < 16) + ECG sem isquemia + troponinas negativas em tempo hábil < 1% Alta para avaliação ambulatorial precoce, se hemodinamicamente estável e sem recorrência de dor
Observação Não preenche rule-in nem rule-out 5% a 20% Nova troponina, ecocardiograma, busca de diferenciais; testes para isquemia conforme o caso
Rule-in Troponina acima do percentil 99 ou com variação significativa conforme o kit 50% a 75% Distinguir injúria aguda de crônica; se aguda, avaliar critérios de infarto e manejar por diretriz específica

dois caminhos práticos para o descarte: (1) sintomas há mais de três horas com hs-cTn inicial muito baixa (geralmente abaixo do limite de detecção), ECG normal e escores de baixo risco — uma única dosagem pode bastar; (2) nos demais casos, ausência de variação significativa da troponina entre primeira e segunda coleta (1–2 h).

Na zona intermediária, a angiotomografia de coronárias tem recomendação classe I (nível A) para risco baixo ou intermediário com ECG normal/não diagnóstico e marcadores normais ou alterados sem definição de infarto; é contraindicada (classe III, nível C) em risco alto e em infarto já definido.

Na prática: o algoritmo de troponina isolado não basta em pacientes com doença coronária conhecida — a adição de escore clínico traz mais segurança à alta. E lembre-se: troponina normal afasta o infarto, mas não descarta angina instável, dissecção aórtica ou TEP. O julgamento clínico permanece soberano.

Perguntas frequentes

Em quanto tempo o ECG precisa ser feito na dor torácica? Em até 10 minutos do primeiro contato com o serviço de saúde, avaliado por um médico — recomendação classe I (nível B). O traçado pode preceder a anamnese detalhada e o exame físico completo.

Qual biomarcador a diretriz recomenda para investigar infarto? A troponina cardíaca de alta sensibilidade é o marcador de escolha (classe I, nível B). Quando há troponina quantitativa disponível, não se deve solicitar CK-MB (classe III, nível B).

Qual a diferença entre os algoritmos 0/1 h e 0/2 h? Ambos usam o valor de admissão mais o delta para classificar em descarte, observação ou rule-in. O 0/1 h é o de escolha; o 0/2 h é alternativa quando não for viável a coleta em uma hora. Os dois são preferíveis ao 0/3 h (classe IIa, nível B).

Os cortes de troponina são iguais em todos os laboratórios? Não. Os valores de muito baixo, baixo, delta e elevado variam conforme o ensaio (por exemplo, hs-cTnT Elecsys versus hs-cTnI Architect) e devem ser conferidos no kit do serviço. Aplicam-se independentemente de idade, sexo e função renal.

Quando posso usar o escore HEART e quando ele é dispensável? O HEART é o escore preferencial para SCA (classe I, nível B) e mais útil na decisão de alta: 0–3 baixo risco, 4–6 médio, 7–10 elevado. Quando o ECG ou a troponina já são diagnósticos, com quadro compatível, o cálculo do HEART é dispensado e o paciente segue direto às rotas de tratamento.

Troponina normal exclui todas as causas graves de dor torácica? Não. A troponina afasta o infarto, mas não descarta angina instável, dissecção aórtica, tromboembolismo pulmonar ou outras causas. Valor alterado sem delta em 1–2 h pode representar a fase de platô de um infarto.

Pontos-chave: o que todo médico deve saber

  • O ECG de 12 derivações deve ser realizado e avaliado por um médico em até 10 minutos do primeiro contato (classe I, nível B), podendo preceder a anamnese e o exame físico completos.
  • A abertura do protocolo é guiada por critérios objetivos de classe I: dor atual entre umbigo e mandíbula e dor torácica com duração superior a 10 minutos, ainda que ausente na admissão.
  • A troponina de alta sensibilidade é o marcador de escolha (classe I, nível B); com troponina quantitativa disponível, não se deve solicitar CK-MB (classe III, nível B).
  • Os algoritmos de 0/1 h e 0/2 h são preferíveis ao de 0/3 h (classe IIa, nível B) e classificam o paciente em descarte, observação ou rule-in.
  • Os cortes de troponina variam conforme o ensaio e devem ser conferidos no kit do serviço; aplicam-se independentemente de idade, sexo e função renal.
  • O escore HEART é o escore clínico preferencial para SCA (classe I, nível B): 0–3 baixo risco; 4–6 médio; 7–10 elevado.
  • Os diferenciais letais têm escores próprios de probabilidade pré-teste: ADD-RS e AORTA na síndrome aórtica aguda; Wells, Genebra e PERC no tromboembolismo pulmonar.
  • A alta segura por rule-out exige escore de baixo risco, ECG sem isquemia e troponinas negativas em tempo hábil, com probabilidade de infarto abaixo de 1%.

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Este conteúdo tem finalidade educacional e de revisão para preparação ao TECM, não substituindo a leitura integral da diretriz nem o julgamento clínico individualizado. Conduta diagnóstica e terapêutica deve considerar o contexto de cada paciente e os recursos disponíveis.

Referência: de Barros e Silva PGM, Soeiro AM, et al. Diretriz Brasileira de Atendimento à Dor Torácica na Unidade de Emergência – 2025. Arq Bras Cardiol. 2025;122(9):e20250620.