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Obesidade e Risco Cardiovascular: Estratificação e Tratamento (Diretriz SBC, 2025)

Estratificação de risco CV, metas de perda de peso, GLP-1, tirzepatida e cirurgia bariátrica na Diretriz SBC 2025 da obesidade. Guia prático.

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Obesidade e Risco Cardiovascular: Estratificação e Tratamento (Diretriz SBC, 2025)

A obesidade ocupa posição central entre os determinantes da doença cardiovascular. A Diretriz Brasileira Baseada em Evidências de 2025, declaração de posicionamento conjunta de cinco sociedades (ABESO, SBD, SBC, SBEM e Academia Brasileira do Sono), reorganiza a abordagem terapêutica em torno de um eixo específico: a estratificação do risco cardiovascular do paciente com sobrepeso ou obesidade. Diferentemente de documentos prévios centrados apenas na eficácia da perda de peso, aqui a escolha do tratamento é dirigida pelo risco, refletindo o surgimento de medicações com benefício cardiovascular comprovado em desfechos duros.

Este artigo sintetiza as 25 recomendações da diretriz, com ênfase no eixo cardiometabólico, indicando para cada conduta a classe de recomendação (I, IIa, IIb ou III) e o nível de evidência (A, B ou C) tal como definidos no original. Vale a distinção: este é o documento com ângulo cardiovascular liderado pela SBC e cinco sociedades, distinto de guias farmacológicos voltados exclusivamente ao manejo do peso.

Por que o risco cardiovascular é o eixo

O racional epidemiológico é robusto. Entre onze fatores de risco analisados globalmente, o índice de massa corporal foi o que apresentou a maior associação com anos de vida perdidos por incapacidade, e cerca de dois terços das mortes relacionadas à obesidade são atribuíveis à doença cardiovascular. No Brasil, estima-se que 68% dos adultos tenham IMC igual ou superior a 25 kg/m² e que 31% dessa população viva com obesidade.

A influência da adiposidade sobre o coração é indireta, ao amplificar fatores de risco tradicionais como diabetes tipo 2, dislipidemia e hipertensão, mas também direta, pelo estado inflamatório que afeta a estrutura e a função cardíacas.

Diagnóstico: o IMC não basta

O IMC permanece a porta de entrada para a classificação, mas a diretriz reforça que ele é insuficiente como preditor isolado de risco cardiovascular. A obesidade abdominal, medida pela circunferência da cintura, mostra-se preditora independente de morbidade e mortalidade em qualquer categoria de IMC. Mesmo indivíduos com IMC abaixo de 30 kg/m² podem apresentar risco cardiometabólico elevado quando há acúmulo de gordura visceral associado à escassez de gordura subcutânea gluteofemoral.

Medida Para que serve
IMC Porta de entrada da classificação; insuficiente isoladamente
Circunferência da cintura Preditora independente de morbimortalidade em qualquer IMC
Relação cintura-quadril Evidencia gordura visceral
Relação cintura-altura Evidencia gordura visceral

Na prática: não encerre a avaliação no IMC. Um paciente com IMC abaixo de 30 kg/m², mas com cintura aumentada, pode ter risco cardiometabólico alto por gordura visceral.

Estratificação do risco cardiovascular

O núcleo da diretriz está na definição do risco. A recomendação R1 estabelece que se deve avaliar e categorizar o risco de doença aterosclerótica cardiovascular (DASCV) e de insuficiência cardíaca (IC) em todos os adultos acima de 18 anos com sobrepeso ou obesidade, para orientar o tratamento.

Para quantificar o risco, R2 recomenda o escore PREVENT em pessoas com IMC menor que 40 kg/m² e idade entre 30 e 79 anos em prevenção primária, no modo que inclui o valor da HbA1c, avaliando tanto o risco DASCV total quanto o risco de IC em 10 anos. O PREVENT foi preferido às Pooled Cohort Equations por sua maior representatividade étnica, maior número de populações incluídas e melhor acurácia, incorporando desfechos ampliados e fatores ligados à obesidade, ao diabetes e à doença renal.

Cortes de risco DASCV (Tabela 3 da diretriz)

A partir desses elementos, R3 orienta categorizar o risco conforme os cortes abaixo.

Categoria DASCV Corte (risco em 10 anos)
Baixo < 5%
Moderado 5% a < 20%
Alto ≥ 20%

Observação da diretriz: para fins de simplificação, a categoria de risco moderado engloba os riscos originais limítrofe e intermediário.

Quem é alto risco independentemente do escore

São automaticamente classificados como alto risco DASCV, qualquer que seja o escore:

Condição que define alto risco DASCV
IMC superior a 40 kg/m², ainda que assintomático
Diabetes tipo 2 há mais de 10 anos
Doença renal crônica estágio 3b
DASCV estabelecida
Combinação de obesidade, diabetes e hipertensão
Apneia obstrutiva do sono grave

Quem é risco alto de IC

Condição que define risco alto de IC
Fibrilação atrial
Doença renal crônica 3b
NT-proBNP ou BNP elevados
Escore PREVENT para IC em 10 anos ≥ 20%
DASCV estabelecida
Sintomas sugestivos de IC

A diretriz detalha a reestratificação: pessoas em risco moderado pelo PREVENT, com história familiar de doença arterial coronariana precoce, devem realizar o escore de cálcio coronário por tomografia. Valores acima de 100 Ag sem diabetes, ou acima de 10 Ag com diabetes, reclassificam para risco alto. Para o rastreamento de IC, R4 (classe IIa, nível C) orienta considerar a dosagem de peptídeos natriuréticos (NT-proBNP ou BNP) ou método de imagem em pessoas com risco de IC alto, lembrando que o limiar habitual de NT-proBNP para exclusão de IC perde sensibilidade em indivíduos com IMC elevado.

Recomendação Conduta Classe Nível
R1 Avaliar e categorizar risco DASCV e de IC em todo adulto com sobrepeso/obesidade I C
R2 Aplicar escore PREVENT (com HbA1c) em IMC < 40 e idade 30-79, prevenção primária I C
R3 Categorizar em DASCV baixo, moderado ou alto e IC alto I C
R4 Considerar peptídeos natriuréticos ou imagem em risco de IC alto IIa C

Metas de perda de peso

As metas ponderais são graduadas pela finalidade clínica. Esta distinção orienta diretamente a escolha terapêutica.

Objetivo clínico Meta Recomendação Classe Nível
Reduzir fatores de risco (HAS, dislipidemia) e prevenir DM2 Pelo menos 5% sustentado R5 I A
Reduzir eventos cardiovasculares (risco moderado a alto) Pelo menos 10% do peso máximo da vida R6 IIa B
Reduzir recorrência de fibrilação atrial (paroxística ou permanente) Pelo menos 10% sustentado R7 I B

A meta de 5% apoia-se nos estudos DPP e Look AHEAD, nos quais perdas modestas impactaram favoravelmente o perfil cardiometabólico. A meta de 10% baseia-se em análises do Look AHEAD, em que perdas iguais ou superiores a 10% no primeiro ano se associaram a risco cerca de 20% menor do desfecho primário composto, e no estudo SOS, que demonstrou, com a cirurgia bariátrica, reduções expressivas de eventos cardiovasculares e de mortalidade por DCV associadas a perdas superiores a 15% e sustentadas.

Na prática: trate a perda de peso como meta graduada, não uniforme. 5% para fatores de risco; 10% para reduzir eventos e na fibrilação atrial.

Mudança de estilo de vida

A modificação do estilo de vida é a base transversal do tratamento. R8 (classe I, nível A) recomenda dieta saudável e atividade física para todas as pessoas com sobrepeso ou obesidade, independentemente do risco cardiovascular. A intervenção deve combinar programa alimentar com distribuição adequada de macronutrientes e exercício aeróbico e resistido, idealmente conduzida por equipe multiprofissional com nutricionista, educador físico e psicólogo.

O aconselhamento nutricional foca na redução do tamanho das porções, no aumento de frutas e hortaliças, na limitação de álcool e ultraprocessados, com déficit energético inicial de 500 a 750 kcal por dia. Padrões como as dietas Mediterrânea e DASH servem de referência. Com fármacos de maior potência, o monitoramento da ingestão proteica torna-se relevante para evitar sarcopenia.

Na prática: a mudança de estilo de vida não deve postergar o início da terapia antiobesidade quando esta estiver indicada.

Farmacoterapia orientada pelo risco

A organização farmacológica segue cenários clínicos definidos pela estratificação. Os incretinomiméticos ocupam o centro do arsenal, com indicações específicas por cenário.

Cenário clínico Conduta Recomendação Classe Nível Ensaio(s) de apoio
Sobrepeso/obesidade com risco DASCV moderado ou alto AR GLP-1 ou coagonista GLP-1/GIP R9 I A SCALE, STEP 1, SURMOUNT-1
Impossibilidade de incretinomiméticos Orlistate ou naltrexona/bupropiona R10 IIb B XENDOS, LIGHT
IMC ≥ 27, sem diabetes, DCV estabelecida Semaglutida SC 2,4 mg (↓ morte CV, IAM, AVC) R11 I B SELECT
Obesidade e risco DASCV alto NÃO usar sibutramina R12 III B SCOUT
DM2, obesidade/sobrepeso e risco DASCV alto AR GLP-1 (lira, dula, sema SC/oral) R13 I A LEADER, SUSTAIN-6, REWIND, SOUL
DM2 com DRC e TFG ≥ 25 ml/min/1,73 m² Semaglutida 1,0 mg (↓ eventos cardiorrenais) R14 IIa B FLOW

Quanto à evidência: o STEP 1 com semaglutida 2,4 mg produziu perda de 16,9% do peso versus 2,4% no placebo em 68 semanas, e o SURMOUNT-1 com tirzepatida gerou perdas médias de 12,3%, 18,7% e 19,7% nas doses de 5, 10 e 15 mg, respectivamente. Na prevenção secundária, o SELECT incluiu 17.604 adultos com doença cardiovascular estabelecida e demonstrou redução de 20% em MACE (HR 0,80; IC 95% 0,72-0,90), com perda de peso média de apenas 9%, sugerindo benefício em parte independente da magnitude da perda ponderal. O FLOW demonstrou redução de 24% na mortalidade CV e renal e foi interrompido precocemente por eficácia; a semaglutida deve ser evitada quando a TFG cai abaixo de 15 ml/min/1,73 m².

Na prática: evite a sibutramina em paciente com risco DASCV alto (classe III, R12, com base no SCOUT). É conduta expressamente não recomendada.

Apneia obstrutiva do sono

Cenário Conduta Recomendação Classe Nível
Obesidade e AOS moderada a grave Perda de peso R15 I C
AOS associada Considerar liraglutida + MEV R16 IIb B
AOS associada Considerar tirzepatida + MEV (↓ gravidade ou remissão) R17 IIa B

A recomendação da tirzepatida apoia-se no estudo SURMOUNT-OSA, que motivou a aprovação do fármaco pelo FDA como primeiro medicamento para essa indicação em adultos com obesidade.

Obesidade e insuficiência cardíaca

A insuficiência cardíaca é tratada como continuum, das fases de risco à doença estabelecida.

Cenário de IC Conduta Recomendação Classe Nível Ensaio(s)
Obesidade e IC estabelecida Redução de peso (↑ qualidade de vida e função cardíaca) R18 I A
ICFEp, IMC ≥ 30 Semaglutida SC 2,4 mg/sem ou tirzepatida 5-15 mg/sem R19 I A STEP-HFpEF, STEP-HFpEF DM, SUMMIT
IC estabelecida, qualquer fração de ejeção Inibidores de SGLT2 (↓ hospitalização e morte CV) R20 I A DELIVER, EMPEROR-Preserved, DAPA-HF, EMPEROR-Reduced, SOLOIST-WHF
Obesidade e ICFEr (exceto NYHA IV) Considerar AR GLP-1 para redução de peso R21 IIb B FIGHT, LIVE
Obesidade grau 3 e risco de IC alto Semaglutida 2,4 mg ou tirzepatida 10-15 mg/sem R22 I C Opinião de especialistas
Obesidade, DM2 e alto risco de IC Considerar iSGLT2 + AR GLP-1 (efeito aditivo na ICFEp) R23 IIa B

Na prática: não generalize o benefício dos AR GLP-1 a toda IC. Na ICFEr a recomendação é apenas classe IIb e exclui a classe funcional IV da NYHA. A restrição calórica nesses pacientes exige monitorização cuidadosa pelo risco de piora do estado catabólico e caquexia.

Cirurgia bariátrica e metabólica

A cirurgia entra como recurso quando o tratamento clínico se mostra insuficiente.

Cenário Conduta Recomendação Classe Nível
IMC ≥ 35 com risco DASCV moderado a alto ou risco de IC alto, e tratamento clínico insuficiente Indicar cirurgia bariátrica R24 I B
IMC ≥ 35 com IC estabelecida Considerar cirurgia, com avaliação cautelosa do risco cirúrgico R25 IIb B

A evidência de R24 vem de revisões sistemáticas e coortes populacionais que associaram a cirurgia à redução da mortalidade por todas as causas e cardiovascular, além de menor incidência de diabetes, hipertensão e dislipidemia, e de reduções expressivas de MACE e de IC congestiva em seguimentos longos. Na ausência de ensaios randomizados específicos, a indicação na prevenção de eventos deve considerar o benefício de longo prazo em pacientes sem acesso ou resposta sustentada às terapias atuais.

Para R25, a diretriz registra que segurança e eficácia a longo prazo da cirurgia em pacientes com IC ainda não estão plenamente estabelecidas, recomendando decisão individualizada e abordagem multidisciplinar.

Acompanhamento e populações especiais

O acompanhamento deve verificar a sustentação das metas ponderais e a evolução dos fatores de risco que motivaram a estratificação inicial. A diretriz dedica nota específica ao idoso, ressaltando a maior prevalência de obesidade sarcopênica, fragilidade, múltiplas comorbidades e polifarmácia, o que exige individualização das metas de perda de peso. O benefício cardiovascular dos AR GLP-1 foi consistente entre as faixas etárias, embora os indivíduos acima de 75 anos estejam sub-representados nos ensaios.

No plano da saúde pública, o documento reconhece que não há, no momento, tratamento farmacológico antiobesidade disponível no SUS e propõe que a priorização das intervenções de comprovada eficácia para os grupos de maior risco cardiovascular auxilie a alocação de recursos.

Perguntas frequentes

Por que a Diretriz SBC 2025 muda o foco da perda de peso para o risco cardiovascular? Porque surgiram medicações com benefício cardiovascular comprovado em desfechos duros. Diante disso, a escolha terapêutica passa a ser dirigida pela estratificação do risco, e não apenas pela magnitude da perda de peso, para otimizar a resposta clínica.

Qual escore de risco a diretriz recomenda e em quem? O escore PREVENT, no modo que inclui a HbA1c, em pessoas com IMC menor que 40 kg/m² e idade entre 30 e 79 anos em prevenção primária. Ele avalia tanto o risco DASCV total quanto o risco de IC em 10 anos.

Quais são os cortes de risco DASCV? Baixo abaixo de 5%, moderado de 5% a menos de 20% e alto igual ou superior a 20% em 10 anos. Além disso, condições como IMC acima de 40 kg/m², diabetes tipo 2 há mais de 10 anos, DRC 3b, DASCV estabelecida e a tríade obesidade/diabetes/hipertensão classificam diretamente como alto risco.

A semaglutida tem indicação em prevenção secundária mesmo sem diabetes? Sim. A semaglutida subcutânea 2,4 mg é recomendação classe I (R11) em indivíduos com IMC igual ou superior a 27 kg/m², sem diabetes, com doença cardiovascular estabelecida, para reduzir morte CV, infarto e AVC, com base no estudo SELECT.

Qual medicação antiobesidade é contraindicada no alto risco cardiovascular? A sibutramina (classe III, R12), com base no estudo SCOUT, que evidenciou maior incidência de desfecho cardiovascular primário no grupo da sibutramina.

O benefício dos GLP-1 vale para toda insuficiência cardíaca? Não. Na ICFEp são classe I (R19). Na ICFEr, a recomendação é apenas classe IIb e exclui a classe funcional IV da NYHA (R21), com alerta para o risco de agravar o estado catabólico. Os iSGLT2 são classe I na IC independentemente da fração de ejeção (R20).

Pontos-chave: o que todo médico deve saber

  • A diretriz reorganiza o manejo da obesidade em torno da estratificação do risco cardiovascular, não da perda de peso isolada. Avaliar e categorizar o risco DASCV e de IC em todo adulto com sobrepeso ou obesidade é recomendação classe I (R1).
  • O escore PREVENT, no modo com HbA1c, é a ferramenta recomendada para prevenção primária em IMC menor que 40 kg/m² e idade de 30 a 79 anos (R2). Risco DASCV: baixo abaixo de 5%, moderado de 5% a menos de 20%, alto igual ou superior a 20% em 10 anos.
  • IMC acima de 40 kg/m², diabetes tipo 2 há mais de 10 anos, DRC 3b, DASCV estabelecida e a tríade obesidade/diabetes/hipertensão classificam diretamente como risco alto.
  • O IMC isolado é insuficiente; circunferência da cintura, relação cintura-quadril e cintura-altura ajudam a evidenciar gordura visceral.
  • Metas: pelo menos 5% para reduzir fatores de risco (classe I, R5); pelo menos 10% do peso máximo para reduzir eventos CV (classe IIa, R6) e na fibrilação atrial (classe I, R7).
  • AR GLP-1 ou coagonista GLP-1/GIP é recomendação classe I para risco DASCV moderado ou alto (R9). Semaglutida 2,4 mg é classe I na prevenção secundária com IMC igual ou superior a 27 kg/m² sem diabetes (R11), apoiada no SELECT.
  • Na IC com fração de ejeção preservada, semaglutida 2,4 mg ou tirzepatida são classe I (R19); iSGLT2 são classe I na IC independentemente da fração de ejeção (R20).
  • Cirurgia bariátrica é classe I para IMC igual ou superior a 35 kg/m² com risco DASCV moderado a alto ou risco de IC alto, quando o tratamento clínico for insuficiente (R24).

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Este conteúdo tem finalidade educacional e de apoio à preparação para concursos médicos, não substituindo a leitura integral da diretriz nem o julgamento clínico individualizado.

Referência: Saraiva JFK, Valerio CM, Rached FH, et al. Diretriz Brasileira Baseada em Evidências de 2025 para o Manejo da Obesidade e Prevenção de Doenças Cardiovasculares e Complicações Associadas à Obesidade: Uma Declaração de Posicionamento de Cinco Sociedades Médicas (ABESO, SBD, SBC, SBEM e Academia Brasileira do Sono). Arq Bras Cardiol. 2025;122(9):e20250621.