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Vacinação do Idoso: o que todo médico deve saber (Calendário SBIm Idoso 2026/2027)

Guia prático da vacinação do idoso pelo Calendário SBIm 2026/2027: influenza HD3V, pneumocócicas, herpes-zóster, VSR e mais, com esquemas e tabelas.

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Vacinação do Idoso: o que todo médico deve saber (Calendário SBIm Idoso 2026/2027)

A imunossenescência é a deterioração progressiva da resposta imune associada ao envelhecimento. Ela compromete tanto a imunidade inata quanto a adaptativa, reduz a magnitude e a durabilidade da resposta a antígenos e ajuda a explicar por que os idosos adoecem mais e evoluem com mais gravidade diante de infecções respiratórias e imunopreveníveis. Por isso, a vacinação do idoso não é apenas mais necessária: ela frequentemente exige formulações de maior imunogenicidade e esquemas adaptados.

Para o médico que acompanha pacientes com 60 anos ou mais, dominar o Calendário de Vacinação SBIm do Idoso é parte do cuidado preventivo. Este artigo organiza as recomendações da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) para 2026/2027 com indicação, esquema e observações por vacina, destacando o que difere do adulto jovem e as situações especiais.

Tabela-resumo: calendário de vacinação do idoso (SBIm 2026/2027)

A tabela abaixo reúne todas as vacinas do calendário. Os esquemas detalhados e as situações particulares estão descritos nas seções seguintes.

Vacina Indicação Esquema/Doses Observações
Influenza (gripe) Rotina Dose única anual, preferencialmente HD3V (alta concentração) Na impossibilidade da HD3V, usar 3V ou 4V; em risco epidemiológico, considerar 2ª dose a partir de 3 meses
Pneumocócicas (VPC/VPP23) Rotina VPC20 em dose única Com VPC20 não há esquema sequencial com VPP23; sequencial VPC13 + VPP23 restrito aos CRIE. VPP23 é rotina para asilados/institucionalizados
Herpes-zóster (VZR) Rotina a partir dos 50 anos Duas doses, intervalo de 2 meses (0-2) Recomendada mesmo para quem já teve a doença e para imunodeprimidos
Covid-19 Rotina Uma dose a cada 6 meses Conforme disponibilidade e grupos do PNI (gov.br/saude)
Vírus Sincicial Respiratório (VSR) Risco a partir dos 60 anos; rotina a partir dos 70 anos Dose única, a qualquer momento Vacinas: Arexvy (GSK) e Abrysvo (Pfizer); independe da sazonalidade
dTpa / dT Rotina Reforço com dTpa a cada 10 anos (esquema completo) Atualizar dTpa independentemente do intervalo prévio com dT ou TT
Hepatite B Idosos não vacinados Três doses (0-1-6 meses)
Hepatite A Situação especial Duas doses (0-6 meses) Após avaliação sorológica, exposição ou surtos; pouco prioritária após os 60 anos
Hepatites A e B combinada Situação especial Três doses (0-1-6 meses) Pode substituir a vacinação isolada quando ambas estão indicadas
Febre amarela Idosos não vacinados Dose única (PNI) ou duas doses (SBIm) Após os 60 anos, avaliar risco-benefício individual; CIVP até 10 dias antes da viagem
Meningocócicas ACWY ou C Situação especial Dose única Surtos e viagens para áreas de risco; na falta da ACWY, usar a C conjugada
Tríplice viral (SCR) Situação especial Dose única Risco aumentado; contraindicada para imunodeprimidos

Influenza (gripe)

A vacina influenza é recomendação de rotina, em dose única anual. A SBIm orienta dar preferência à vacina trivalente de alta concentração (high dose, HD3V), formulação desenhada para gerar resposta mais robusta justamente em uma população com imunossenescência. Na impossibilidade de usar a HD3V, recomenda-se utilizar a vacina disponível (3V ou 4V); nesses casos, em situação epidemiológica de risco, pode-se considerar uma segunda dose a partir de três meses após a dose anual.

Alguns pontos epidemiológicos são relevantes na prática brasileira. A campanha de vacinação nos estados da Região Norte tem início antecipado em relação às demais regiões (entre novembro e fevereiro), acompanhando a sazonalidade regional, e utiliza a formulação recomendada pela OMS para o Hemisfério Norte (HN). A vacina do Hemisfério Sul pode ser recomendada como dose extra em situações de risco ou para brasileiros viajantes internacionais ou com destino aos estados do Norte do país, lembrando que a efetividade dependerá do match com as cepas circulantes no momento da dose extra.

Disponibilidade: gratuita nas UBS (3V) e, nos serviços privados, 3V, 4V e HD3V.

Na prática: a preferência explícita pela formulação de alta concentração (HD3V) é uma diferença direta em relação ao adulto jovem, e existe para compensar a resposta imune reduzida do idoso.

Pneumocócicas (VPC e VPP23)

As vacinas pneumocócicas são recomendação de rotina no idoso. O ponto que o médico precisa ter claro é o sequenciamento, simplificado com a chegada da VPC20.

A recomendação atual é VPC20 em dose única. Com a VPC20, não há indicação de esquema sequencial com a polissacarídica VPP23. O esquema sequencial clássico, iniciando com VPC13 seguida de VPP23 (com intervalo mínimo de dois meses) e uma segunda dose de VPP23 cinco anos após a primeira, permanece disponível somente nos CRIE e em algumas situações especiais.

Sequenciamento das pneumocócicas: por onde começar

Esta tabela resume o ponto crítico — qual vacina aplicar e com quais intervalos, conforme a situação do paciente. Os intervalos devem ser preservados exatamente.

Situação do paciente Conduta Intervalo a respeitar
Nunca vacinado (recomendação atual) VPC20 em dose única — (sem esquema sequencial com VPP23)
Esquema sequencial clássico (apenas CRIE/situações especiais) VPC13, depois VPP23 e uma segunda VPP23 VPP23 ao menos 2 meses após VPC13; 2ª VPP23 cinco anos após a primeira
Já recebeu uma dose de VPP23 VPC20 ou VPC13 (CRIE). Optando por VPC20, não há 2ª dose de VPP23 1 ano após a VPP23
Já recebeu duas doses de VPP23 e nenhuma VPC Uma dose de VPC20, VPC15 ou VPC13 (CRIE) Mínimo de 1 ano após a última VPP23
Esquema incompleto com VPC15/VPC13 e/ou VPP23 Finalizar com dose única de VPC20 2 meses da última VPC15/VPC13 ou 1 ano da VPP23
Esquema sequencial completo com VPC15/VPC13 e VPP23 Uma dose de VPC20 a critério médico 1 ano da VPP23 e 2 meses da VPC15/VPC13

Quanto à disponibilidade, nas UBS a VPC20 e a VPC15 não são oferecidas; a VPC13 está disponível nos CRIE para algumas indicações (no esquema sequencial com a VPP23), e a VPP23 é oferecida para grupos de risco e como rotina para asilados e institucionalizados. Nos serviços privados, a VPC20 está disponível. Vale atenção à recomendação de rotina com VPP23 para idosos institucionalizados, que reforça a vacinação dirigida a essa população mais frágil.

Na prática: a chegada da VPC20 simplificou o sequenciamento — em dose única, dispensa o esquema sequencial com VPP23. Para idosos institucionalizados e fragilizados, há recomendação dirigida de VPP23 como rotina, atenção que não se aplica do mesmo modo ao adulto jovem.

Herpes-zóster

A vacina recombinante (inativada, identificada no calendário como VZR) é recomendação de rotina a partir dos 50 anos. Se o paciente não foi vacinado aos 50, pode ser vacinado a qualquer momento. O esquema é de duas doses com intervalo de dois meses (0-2).

Algumas particularidades clínicas importantes:

  • A vacinação está recomendada mesmo para quem já desenvolveu a doença. O intervalo entre o quadro de herpes-zóster e a vacinação é de seis meses ou após a resolução do quadro, considerando o risco de perda de oportunidade vacinal.
  • A VZR está recomendada para quem foi previamente vacinado com a vacina atenuada (VZA), respeitando intervalo mínimo de dois meses entre elas.
  • Em imunodeprimidos, a VZR é a recomendada; nesses casos, a SBIm orienta consultar os Calendários de vacinação SBIm para pacientes especiais.

Disponibilidade: não oferecida nas UBS; disponível nos serviços privados (VZR).

Na prática: diferentemente da vacina atenuada, a recombinante (VZR) é a indicada para imunodeprimidos. Quem foi vacinado antes com a atenuada (VZA) ainda deve receber a VZR, respeitando intervalo mínimo de dois meses.

Covid-19

A recomendação é de rotina, com uma dose a cada seis meses. A SBIm orienta acessar os dados atualizados sobre disponibilidade de vacinas e grupos contemplados pelo PNI no portal oficial do Ministério da Saúde (gov.br/saude). Disponível nas UBS; não oferecida nos serviços privados conforme o calendário.

Vírus Sincicial Respiratório (VSR)

A vacina contra o VSR é uma adição relevante ao calendário do idoso. A partir dos 60 anos, está recomendada para pessoas com maior risco de evolução grave ou de descompensação da doença de base pela infecção pelo VSR. A partir dos 70 anos, passa a ser indicada como rotina, independentemente de fatores de risco.

Estão disponíveis duas vacinas: Arexvy (GSK) e Abrysvo (Pfizer). O esquema é de uma dose, que pode ser aplicada a qualquer momento, independentemente da sazonalidade.

O perfil de maior risco entre 60 e 69 anos inclui cardiopatia, pneumopatia, diabetes, obesidade, nefropatia, hepatopatia e imunossupressão. A vacina também deve ser recomendada para pessoas fragilizadas, acamadas e/ou residentes em instituições de longa permanência. Por serem vacinas inativadas, o uso concomitante com outras vacinas recomendadas para a idade é permitido, embora estudos de segurança e imunogenicidade da aplicação simultânea ainda estejam em andamento. Não há dados que comprovem necessidade de doses adicionais.

Disponibilidade: não oferecida nas UBS; disponível nos serviços privados.

Na prática: a indicação muda com a idade — grupos de risco a partir dos 60 anos e rotina a partir dos 70 anos. Para acamados e residentes em instituições de longa permanência, a recomendação é explícita.

dTpa / dT (difteria, tétano e coqueluche)

A atualização do componente contra coqueluche, difteria e tétano é rotina no idoso. A SBIm orienta atualizar com dTpa independentemente do intervalo prévio com dT ou TT. As condutas variam conforme o histórico:

Histórico vacinal Esquema
Esquema básico completo Reforço com dTpa a cada dez anos
Esquema básico incompleto Uma dose de dTpa a qualquer momento e completar a vacinação básica com uma ou duas doses de dT, de forma a totalizar três doses contendo o componente tetânico
Não vacinados ou histórico desconhecido Uma dose de dTpa e duas doses de dT no esquema 0-2-4 a 8 meses

Observações práticas: a vacina está recomendada mesmo para quem já teve coqueluche, pois a proteção conferida pela infecção não é permanente. Para idosos contactantes de lactentes, considerar antecipar o reforço com dTpa para cinco anos após a última dose de vacina contendo o componente pertussis. Para idosos que pretendem viajar a países onde a poliomielite é endêmica, recomenda-se a dTpa combinada à pólio inativada (dTpa-VIP), que pode substituir a dTpa quando necessário.

Disponibilidade: nas UBS, dT e dTpa para profissionais da saúde; nos serviços privados, dTpa e dTpa-VIP.

Na prática: para idosos contactantes de lactentes, antecipe o reforço com dTpa para cinco anos após a última dose com componente pertussis — uma janela mais curta do que o reforço padrão de dez anos.

Hepatite B

Para idosos não vacinados previamente, o esquema é de três doses (0-1-6 meses). Disponível nas UBS; não oferecida nos serviços privados conforme o calendário.

Hepatite A (situação especial)

A hepatite A entra como vacina de situação especial. Está indicada após avaliação sorológica ou em situações de exposição ou surtos, no esquema de duas doses (0-6 meses). A SBIm pondera que, na população com mais de 60 anos, é incomum encontrar indivíduos suscetíveis, de modo que a vacinação não é prioritária nesse grupo. A sorologia pode ser solicitada para definir a necessidade de vacinar. Em contactantes de doentes com hepatite A ou durante surto, a vacinação deve ser recomendada. Não oferecida nas UBS; disponível nos serviços privados.

Hepatites A e B combinada (situação especial)

Quando as duas vacinas estão recomendadas, a vacina combinada para hepatites A e B é uma opção e pode substituir a vacinação isolada. O esquema é de três doses (0-1-6 meses). Não oferecida nas UBS; disponível nos serviços privados.

Febre amarela

Para idosos não vacinados previamente, há duas recomendações a considerar. Pela recomendação do PNI, quando aplicada a partir dos 5 anos de idade, a dose é única; a partir dos 60 anos, o serviço de saúde deve avaliar a indicação, considerando o risco da doença frente ao risco de eventos adversos nessa faixa etária e/ou decorrentes de comorbidades. A recomendação SBIm prevê duas doses, com uma segunda dose após intervalo de dez anos, pela possibilidade de falha vacinal.

O uso em imunodeprimidos deve ser avaliado pelo médico, com consulta aos Calendários SBIm para pacientes especiais. A vacina pode ser exigida para emissão do Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP) em alguns destinos internacionais; nesse caso, deve ser aplicada até dez dias antes da viagem. Disponível tanto nas UBS quanto nos serviços privados.

Meningocócicas conjugadas ACWY ou C (situação especial)

Indicadas em surtos e viagens para áreas de risco, em dose única. A indicação da vacina e a necessidade de reforços dependerão da situação epidemiológica. Na indisponibilidade da meningocócica conjugada ACWY, substituir pela meningocócica C conjugada. Não oferecida nas UBS; disponível nos serviços privados.

Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola): situação especial

Indicada em situações de risco aumentado, em dose única, dependendo do risco epidemiológico e da suscetibilidade individual. Na população com mais de 60 anos é incomum encontrar indivíduos suscetíveis a sarampo, caxumba e rubéola, de modo que a vacinação não é rotineira nesse grupo. A critério médico (surtos, viagens, entre outros), pode ser recomendada. É contraindicada para imunodeprimidos. Não oferecida nas UBS; disponível nos serviços privados.

Diferenças em relação ao adulto jovem e situações especiais

Vários pontos do calendário do idoso refletem diretamente a imunossenescência e o perfil de risco dessa população:

  • Na influenza, há preferência explícita pela formulação de alta concentração (HD3V), recurso voltado a compensar a resposta imune reduzida.
  • No herpes-zóster, a vacina recombinante (VZR) é também a recomendada para imunodeprimidos.
  • No VSR, a indicação parte de grupos de risco a partir dos 60 anos e passa a rotina a partir dos 70 anos.
  • Para idosos institucionalizados e fragilizados, há recomendações dirigidas: a VPP23 como rotina para asilados e institucionalizados, e o VSR explicitamente recomendado para pessoas acamadas e residentes em instituições de longa permanência.
  • Para imunodeprimidos, a tríplice viral e a vacina atenuada de febre amarela exigem avaliação individual; a SBIm remete repetidamente aos Calendários de vacinação SBIm para pacientes especiais.

Situações de viagem também alteram condutas: dTpa-VIP para destinos com poliomielite endêmica, febre amarela para destinos que exigem o CIVP e meningocócicas para áreas de risco.

Na prática: o calendário do idoso concentra ajustes para imunossuprimidos e institucionalizados. Sempre que o paciente for imunodeprimido, consulte os Calendários de vacinação SBIm para pacientes especiais antes de decidir sobre tríplice viral e febre amarela.

Perguntas frequentes

Qual vacina influenza preferir no idoso? A preferência é pela trivalente de alta concentração (HD3V), em dose única anual. Na impossibilidade, usar a vacina disponível (3V ou 4V); em situação epidemiológica de risco, pode-se considerar uma segunda dose a partir de três meses após a dose anual.

Com a VPC20 ainda é preciso fazer a VPP23? Não. Com a VPC20 em dose única, não há indicação de esquema sequencial com a VPP23. O esquema sequencial com VPC13 seguido de VPP23 permanece restrito aos CRIE e a algumas situações especiais.

O paciente já teve herpes-zóster. Ainda devo vacinar? Sim. A vacinação com a VZR está recomendada mesmo para quem já teve a doença, respeitando intervalo de seis meses do quadro ou após a resolução, considerando o risco de perda de oportunidade vacinal. O esquema é de duas doses (0-2).

A partir de que idade indicar a vacina contra o VSR? A partir dos 60 anos para pessoas com maior risco de evolução grave ou descompensação da doença de base (como cardiopatia, pneumopatia, diabetes, obesidade, nefropatia, hepatopatia e imunossupressão) e, a partir dos 70 anos, como rotina, independentemente de fatores de risco. É dose única, aplicável a qualquer momento.

Preciso atualizar a dTpa mesmo com dT recente? Sim. A SBIm orienta atualizar com dTpa independentemente do intervalo prévio com dT ou TT. Com esquema básico completo, o reforço com dTpa é a cada dez anos. Para contactantes de lactentes, considerar antecipar para cinco anos após a última dose com componente pertussis.

Como decidir a febre amarela após os 60 anos? Após os 60 anos, o serviço de saúde deve avaliar a indicação, ponderando o risco da doença frente ao risco de eventos adversos e às comorbidades. O PNI prevê dose única; a SBIm recomenda duas doses (segunda dose dez anos depois) pela possibilidade de falha vacinal. Quando exigida para o CIVP, a vacina deve ser aplicada até dez dias antes da viagem.

Pontos-chave: o que todo médico deve saber

  • Influenza é dose única anual, preferencialmente HD3V no idoso; na impossibilidade, usar a vacina disponível e considerar segunda dose em risco epidemiológico.
  • Com VPC20 em dose única não se faz esquema sequencial com VPP23; o sequencial com VPC13 e VPP23 ficou restrito aos CRIE e situações especiais. VPP23 é rotina para asilados e institucionalizados.
  • Herpes-zóster (VZR) é rotina a partir dos 50 anos, duas doses (0-2), inclusive para quem já teve a doença (intervalo de seis meses) e para imunodeprimidos.
  • Covid-19 é uma dose a cada seis meses, conforme disponibilidade e grupos do PNI.
  • VSR é uma dose única: a partir dos 60 anos para maior risco e como rotina a partir dos 70 anos, independentemente da sazonalidade.
  • dTpa deve ser atualizada independentemente do intervalo prévio, com reforço a cada dez anos no esquema completo; antecipar para cinco anos em contactantes de lactentes.
  • Hepatite B em não vacinados: três doses (0-1-6). Hepatites A, A+B combinada, meningocócicas e tríplice viral são situações especiais, guiadas por sorologia, exposição, surtos ou viagens.
  • Febre amarela: dose única pelo PNI (com avaliação individual após os 60 anos) ou duas doses pela SBIm; atenção ao prazo de dez dias antes da viagem quando exigido o CIVP.
  • Sempre que possível, preferir vacinas combinadas e aplicações simultâneas na mesma visita; doses não administradas na idade recomendada devem ser feitas na visita subsequente, e eventos adversos significativos devem ser notificados.

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Este conteúdo tem finalidade educacional e de atualização profissional e não substitui a leitura integral do calendário original nem o julgamento clínico individualizado. As recomendações, esquemas e intervalos podem ser revisados pela SBIm; consulte sempre a versão vigente e os Calendários de vacinação SBIm para pacientes especiais nas situações de imunossupressão e comorbidades.

Referência: Calendário de Vacinação SBIm Idoso. Recomendações da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), 2026/2027.