O hipogonadismo masculino é uma condição endócrina comum, frequentemente subdiagnosticada e, ao mesmo tempo, alvo de tratamento excessivo. O aumento da prevalência de obesidade, diabetes, síndrome metabólica e uso de esteroides anabolizantes elevou a frequência das formas funcionais no Brasil. Em 2026, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e a Associação Brasileira de Medicina e Saúde Sexual (ABEMSS) publicaram um posicionamento conjunto para padronizar critérios diagnósticos, limiares laboratoriais e condutas terapêuticas. Este artigo resume os pontos de maior rendimento para a prova do TECM.
O que é hipogonadismo masculino
Hipogonadismo é uma síndrome clínica caracterizada pela combinação de sinais e sintomas específicos com deficiência bioquímica de testosterona. Ele reflete falha na produção testicular de testosterona, na espermatogênese, ou em ambas.
A classificação fundamental separa três cenários, cuja distinção depende das gonadotrofinas (LH e FSH):
| Tipo | Mecanismo | LH/FSH | Testosterona |
|---|---|---|---|
| Primário (hipergonadotrófico) | Falência testicular intrínseca | Elevados | Baixa |
| Secundário/central (hipogonadotrófico) | Disfunção hipotálamo-hipofisária | Baixos ou inapropriadamente normais | Baixa |
| Resistência androgênica | Insensibilidade tecidual à testosterona (rara) | Normais ou elevados | Normal ou elevada |
Há ainda uma divisão clínica entre hipogonadismo orgânico (alterações congênitas, estruturais ou destrutivas) e funcional, em que o eixo está suprimido por uma condição potencialmente reversível. O hipogonadismo funcional costuma reverter com a resolução ou otimização da causa de base.
Na prática: o hipogonadismo secundário associado à obesidade masculina (MOSH — Male Obesity Secondary Hypogonadism) é a condição mais comum entre as formas funcionais. A perda de peso, independentemente do método, pode restaurar a produção de testosterona.
Quadro clínico: sinais e sintomas
Não há um sintoma único que cubra toda a gama de gravidade. O posicionamento organiza as manifestações em três grupos, segundo a especificidade para deficiência de testosterona.
| Categoria | Manifestações |
|---|---|
| Específicos | Desenvolvimento sexual incompleto ou tardio; perda de pelos corporais (facial, axilar e pubiano); testículos muito pequenos (< 6 mL) |
| Sugestivos | Redução de libido e de pensamentos sexuais; disfunção erétil e menos ereções espontâneas (matinais/noturnas); ejaculação tardia, menor volume e intensidade do orgasmo; ginecomastia; proporções corporais eunucoides; infertilidade; sintomas vasomotores (fogachos, sudorese); enrugamento fino da pele (sobretudo periorbital); perda de estatura, fraturas por baixo trauma, redução da densidade mineral óssea |
| Inespecíficos | Queda de energia, humor deprimido, irritabilidade, menor motivação, fadiga; alterações cognitivas (concentração e memória); distúrbios do sono e sonolência diurna; redução de força e desempenho físico; aumento de adiposidade visceral; anemia normocítica normocrômica leve inexplicada |
Na prática: em todo homem com suspeita ou confirmação de hipogonadismo hipogonadotrófico, pergunte sistematicamente sobre o olfato — anosmia/hiposmia levanta a hipótese de síndrome de Kallmann.
A recomendação 02 (Classe I, Nível A) orienta perguntar a todos os homens, durante a consulta, sobre possíveis sinais e sintomas de testosterona baixa. Já a recomendação 03 (Classe III, Nível A) recomenda contra o rastreamento de rotina na população geral. O exame físico é parte essencial da avaliação (recomendação 04, Classe I, Nível A) e deve incluir caracteres sexuais secundários, mamas (ginecomastia), composição corporal, massa muscular e exame testicular (tamanho, consistência e localização).
Diagnóstico laboratorial
A testosterona total (TT) é o exame recomendado para a avaliação inicial. Como seus níveis flutuam ao longo do dia, com pico pela manhã, a coleta deve ser matinal e em jejum, e o diagnóstico exige confirmação em dois dias diferentes.
Cortes de testosterona total adotados no consenso
| Faixa de TT (matinal) | Interpretação |
|---|---|
| < 264 ng/dL | Apoia o diagnóstico de hipogonadismo |
| 264–350 ng/dL | Zona cinzenta — requer avaliação bioquímica adicional |
| > 350 ng/dL | Tipicamente exclui a condição |
O texto reconhece que os limiares variam entre sociedades: a Endocrine Society adota 264 ng/dL, a American Urological Association usa 300 ng/dL, e sociedades europeias e de medicina sexual (EAU, EAA, ISSM) trabalham em torno de 350 ng/dL.
Testosterona livre e SHBG
Em condições que alteram a SHBG (obesidade, diabetes, uso de glicocorticoides e esteroides reduzem a SHBG; outras situações a elevam) ou diante de valores limítrofes de TT, recomenda-se medir ou calcular a testosterona livre (FT) quando a suspeita clínica é forte (recomendação 06, Classe I, Nível C). Nesses casos, o ponto de corte da testosterona livre calculada (cFT) é 6,5 ng/dL.
Na prática: o padrão-ouro para dosar a testosterona total é a cromatografia líquida com espectrometria de massas em tandem (LC-MS/MS), de maior acurácia em níveis baixos, mas não rotineiramente disponível no Brasil. Imunoensaios são aceitáveis para a avaliação clínica em homens adultos.
Diferenciando primário de secundário
Confirmado o hipogonadismo, o passo seguinte é investigar a etiologia medindo as gonadotrofinas LH e FSH (recomendação 07, Classe I, Nível C). Pacientes com gonadotrofinas baixas ou inapropriadamente normais devem prosseguir a investigação com prolactina, função tireoidiana e demais eixos hipofisários.
| Achado de LH/FSH | Diagnóstico | Próximos passos |
|---|---|---|
| Elevados | Hipogonadismo primário | Considerar cariótipo se testículos pequenos (Klinefelter) |
| Baixos ou normais inapropriados | Hipogonadismo secundário/central | Prolactina, demais eixos hipofisários; RM de sela em casos selecionados |
A recomendação 05 reforça (Classe I, Nível C): o diagnóstico de hipogonadismo deve basear-se na dosagem de testosterona total em duas ocasiões diferentes, em coleta matinal.
Na prática: quando a fertilidade for prioridade, solicite espermograma de base antes de iniciar a reposição — a testosterona exógena suprime as gonadotrofinas e a espermatogênese.
Exames de imagem e complementares
| Situação | Conduta | Recomendação |
|---|---|---|
| Testículos pequenos / suspeita de Klinefelter | Cariótipo | Rec. 10 (Classe I, Nível B) |
| TT ≤ 150 ng/dL, outras deficiências hipofisárias, hiperprolactinemia ou sintomas de efeito de massa | RM de sela turca | Rec. 11 (Classe I, Nível B) |
| Homens ≥ 50 anos com hipogonadismo | Densitometria óssea (DXA) | Rec. 12 (Classe I) |
Causas: orgânicas e funcionais
| Primário | Secundário | |
|---|---|---|
| Orgânico | Síndrome de Klinefelter; criptorquidia, anorquia, distrofia miotônica; câncer, quimioterapia, irradiação/dano testicular, orquidectomia; orquite; trauma/torção testicular; idade avançada | Tumor hipotálamo-hipofisário; síndromes de sobrecarga de ferro; doença infiltrativa/destrutiva; hipogonadismo hipogonadotrófico idiopático |
| Funcional | Medicamentos (inibidores da síntese androgênica); doença renal terminal | Hiperprolactinemia; uso de anabolizantes, glicocorticoides, opioides; abuso de álcool e maconha; doença sistêmica; deficiência ou excesso nutricional; exercício; obesidade grave e distúrbios do sono; falência orgânica (fígado, coração, pulmão); comorbidades do envelhecimento |
Pontos relevantes do texto: doses de glicocorticoide tão baixas quanto 5 mg/dia de equivalente de prednisona podem causar hipogonadismo em idosos; opioides reduzem a pulsatilidade do GnRH e elevam a prolactina, com recuperação da testosterona em poucas semanas após a suspensão; já no caso dos esteroides anabolizantes androgênicos, o uso prolongado pode levar a recuperação incompleta da função gonadal mesmo após anos da suspensão; a deficiência energética relativa no esporte (RED-S) reduz a liberação pulsátil de GnRH. Em homens com sobrepeso ou obesidade, modificações de estilo de vida e redução de peso devem ser recomendadas (recomendação 08, Classe I, Nível A).
Tratamento: reposição de testosterona (TRT)
A terapia de reposição de testosterona é o tratamento primário da maioria dos pacientes. A recomendação 13 (Classe I, Nível A) é categórica: iniciar a TRT apenas em homens com sintomas clínicos persistentes e testosterona inequivocamente baixa, após excluir contraindicações.
Formulações disponíveis no Brasil
| Formulação | Posologia | Características |
|---|---|---|
| Undecilato de testosterona (TU) 1000 mg IM | Fase de ataque (semanas 0 e 6) e manutenção a cada 10–14 semanas | Preparação IM preferencial; níveis séricos estáveis, mínima flutuação |
| Ésteres de curta ação IM (propionato + pool de ésteres 250 mg; cipionato 200 mg) | A cada 2–3 semanas | Amplo uso e baixo custo; picos e vales acentuados, com oscilação de energia, humor e libido |
| Gel transdérmico de testosterona (1% ou 1,62%) | Aplicação diária em pele íntegra (ombros/braços) | Níveis estáveis, mimetiza o ritmo circadiano; risco de transferência por contato cutâneo |
As recomendações orientam: formulações IM são opção válida (rec. 14, Classe I, Nível A); preparações de longa ação são preferíveis às de curta ação pela maior estabilidade e menor frequência de injeções (rec. 15, Classe I, Nível A); o gel transdérmico é opção quando se deseja administração não invasiva e níveis estáveis (rec. 16, Classe I, Nível A). As formulações orais não são recomendadas por farmacocinética inconsistente (rec. 17, Classe III, Nível B).
Na prática: o gel é particularmente útil em pacientes com risco de eritrocitose pelas formulações injetáveis — mas é preciso orientar sobre a transferência cutânea para terceiros (cobrir o local e lavar as mãos após a aplicação).
Alvos terapêuticos
O objetivo é a melhora clínica com normalização da testosterona na faixa média do normal. O texto cita um alvo entre 450–600 ng/dL, alinhado à EAU e à Endocrine Society, e, na tabela de ajuste de dose, uma faixa-alvo de 400–700 ng/dL para manutenção.
Alternativas à TRT (preservação de fertilidade)
Em homens com hipogonadismo funcional que desejam preservar a fertilidade, SERMs (como clomifeno), gonadotrofina coriônica humana (hCG) e inibidores da aromatase — isolados ou em combinação — podem ser oferecidos (recomendação 22, Classe I, Nível C). Para hCG, o texto menciona ajuste pela testosterona sérica (alvo 400–700 ng/dL) por ao menos 3–6 meses. Em homens com sobrepeso/obesidade e hipogonadismo funcional, mudanças de estilo de vida são a terapia de primeira linha (rec. 23, Classe I, Nível A), e a TRT com a finalidade exclusiva de perda de peso não é recomendada (rec. 24, Classe III, Nível C).
Contraindicações e cuidados antes de iniciar
A TRT é contraindicada em tumores hormônio-sensíveis. As recomendações 18 a 20 estratificam as situações.
| Conduta | Situação | Recomendação |
|---|---|---|
| NÃO iniciar | Câncer de mama masculino | Rec. 18 (Classe I, Nível C) |
| NÃO iniciar | Câncer de próstata conhecido ou suspeito (nódulo/endurecimento não investigado; PSA > 4 ng/mL, ou > 3 ng/mL em homens de maior risco) | Rec. 18 (Classe I, Nível B) |
| NÃO iniciar | Planejamento de fertilidade ativo de curto prazo | Rec. 18 (Classe I) |
| Avaliar e individualizar | Hematócrito basal > 48% (ou > 54% no seguimento); apneia obstrutiva do sono grave não tratada; insuficiência cardíaca descompensada (NYHA III ou IV); evento cardiovascular/tromboembólico recente | Rec. 19 (Classe IIa, Níveis B–C) |
| Pode ser considerada com cautela | Após avaliação e otimização urológica; trombofilia; câncer de próstata de baixo risco tratado com intenção curativa e sem doença ativa | Rec. 20 (Classe IIb, Nível C) |
Entre as contraindicações citadas no texto figuram câncer de próstata ou de mama, apneia obstrutiva do sono grave não tratada e eritrocitose (hematócrito > 54%).
Na prática: antes de iniciar, avalie o risco de câncer de próstata com PSA e toque retal em homens após 45 anos — e antes nos de maior risco (negros, história familiar, biópsia prévia positiva, ou PSA > 1 ng/mL aos 40 anos / > 2 ng/mL aos 60 anos).
Monitorização durante a TRT
O seguimento combina avaliação clínica e laboratorial, com atenção especial ao hematócrito e à próstata.
Cronograma e gatilhos
| Parâmetro | Quando avaliar | Gatilho de ação |
|---|---|---|
| Sintomas (libido, função sexual, vitalidade, humor, composição corporal) | Avaliações clínicas regulares | Sem melhora após ~6 meses com testosterona normalizada → reavaliar diagnóstico, adesão e expectativas |
| Testosterona | Ajustar para a faixa média do normal | Fora do alvo → ajuste de dose ou troca de formulação |
| Hematócrito | Basal, 3, 6 e 12 meses, depois anual | > 54% → suspender TRT até níveis seguros; retomar com dose menor e formulação transdérmica |
| PSA e toque retal | 3 e 12 meses, depois conforme rastreamento local | Ver gatilhos abaixo |
Recomendações-chave da monitorização:
- Rec. 30 (Classe I, Nível B): dosar testosterona e hematócrito antes de iniciar, 3, 6 e 12 meses e, depois, anualmente; se o hematócrito ultrapassar 54%, suspender a TRT até reduzir, retomando com dose menor e formulação transdérmica.
- Rec. 31 (Classe II, Nível C): realizar toque retal e PSA aos 3 e 12 meses após o início, depois conforme as diretrizes locais de rastreamento.
- Rec. 32 (Classe II, Nível C): investigar adicionalmente se houver aumento do PSA > 1,4 ng/mL em 12 meses, PSA confirmado > 4 ng/mL em qualquer momento, alteração prostática ao toque retal ou piora significativa dos sintomas urinários (LUTS).
Na prática: uma elevação modesta do PSA (até cerca de 1,0 ng/mL) pode ocorrer nos primeiros 3 a 6 meses de TRT, refletindo estímulo androgênico prostático. Formulações transdérmicas tendem a impactar menos o hematócrito do que as injetáveis de curta ação.
Tempo de resposta aos sintomas
As melhoras mais precoces e consistentes ocorrem na libido e no desejo sexual, geralmente em 3 a 6 semanas, seguidas por ganhos graduais em função erétil, energia e humor ao longo de meses. Ganho de massa magra e redução de gordura tornam-se aparentes após 12 a 16 semanas. A ausência de melhora após período adequado (tipicamente 6 meses), apesar da testosterona normalizada, deve motivar reavaliação de diagnóstico, adesão, comorbidades e expectativas.
Perguntas frequentes
Qual o ponto de corte de testosterona total para diagnóstico no consenso brasileiro?
No posicionamento, TT < 264 ng/dL apoia o diagnóstico, valores > 350 ng/dL tipicamente o excluem, e a faixa de 264–350 ng/dL é zona cinzenta que exige avaliação bioquímica adicional. A coleta deve ser matinal, em jejum, e confirmada em dois dias diferentes.
Quando devo medir a testosterona livre?
Quando há condições que alteram a SHBG (obesidade, diabetes, glicocorticoides, anabolizantes) ou valores limítrofes de TT, com forte suspeita clínica. O ponto de corte para testosterona livre calculada (cFT) é 6,5 ng/dL.
Como diferencio hipogonadismo primário de secundário?
Pelas gonadotrofinas. LH e FSH elevados indicam hipogonadismo primário (falência testicular). LH e FSH baixos ou inapropriadamente normais indicam hipogonadismo secundário/central, que exige investigação com prolactina, função tireoidiana e demais eixos hipofisários.
Qual formulação de testosterona é preferida no Brasil?
As preparações de longa ação são preferíveis às de curta ação pela maior estabilidade dos níveis séricos e menor frequência de injeções. O undecilato de testosterona 1000 mg IM (ataque nas semanas 0 e 6, manutenção a cada 10–14 semanas) é a preparação IM preferencial. As formulações orais não são recomendadas.
Quais as principais contraindicações à reposição de testosterona?
Câncer de mama masculino e câncer de próstata conhecido ou suspeito (PSA > 4 ng/mL, ou > 3 ng/mL em homens de maior risco) são contraindicações para não iniciar. Apneia obstrutiva do sono grave não tratada, hematócrito basal > 48% (ou > 54% no seguimento) e eventos cardiovasculares recentes exigem avaliação individualizada antes de iniciar.
Como monitorar o hematócrito e a próstata durante a TRT?
Testosterona e hematócrito devem ser dosados antes de iniciar, aos 3, 6 e 12 meses e depois anualmente. Se o hematócrito ultrapassar 54%, suspender a TRT até normalizar e retomar com dose menor e formulação transdérmica. PSA e toque retal devem ser feitos aos 3 e 12 meses; investigar se PSA subir > 1,4 ng/mL em 12 meses, confirmar PSA > 4 ng/mL, alteração ao toque ou piora dos sintomas urinários.
Pontos-chave: o que todo médico deve saber
- Hipogonadismo é diagnóstico clínico + bioquímico: exige sintomas compatíveis e testosterona total baixa, confirmada em duas coletas matinais.
- Cortes do consenso: TT < 264 ng/dL apoia; > 350 ng/dL exclui; 264–350 ng/dL é zona cinzenta. cFT < 6,5 ng/dL para testosterona livre.
- Não rastrear a população geral (Classe III, Nível A).
- LH/FSH definem primário (elevados) versus secundário (baixos/normais inapropriados).
- MOSH (obesidade) é a causa funcional mais comum; perda de peso pode reverter o quadro e é primeira linha na obesidade.
- TRT só após sintomas persistentes, testosterona inequivocamente baixa e exclusão de contraindicações. Preparações de longa ação são preferidas; orais não são recomendadas.
- Alvo de testosterona na faixa média do normal (450–600 ng/dL; manutenção 400–700 ng/dL).
- Contraindicações: câncer de mama/próstata; cautela com hematócrito > 54%, apneia grave não tratada e eventos cardiovasculares recentes.
- Monitorizar testosterona e hematócrito (basal, 3–6 meses, anual); suspender se hematócrito > 54%. PSA e toque retal aos 3 e 12 meses.
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Aviso: este conteúdo tem finalidade educacional e de apoio à preparação para provas de título. Não substitui a leitura integral das diretrizes, o julgamento clínico individualizado nem a conduta definida pelo médico assistente. Verifique sempre as recomendações atualizadas das sociedades.
Referência: Hohl A, Lopes L, Ronsoni MF, Miranda EP, Fighera TM, Facio FN, Marchesan LB, Torres LO. Care of Patients with Male Hypogonadism: A Joint Position Statement from the Brazilian Society of Endocrinology and Metabolism (SBEM), the Brazilian Society of Urology (SBU), and the Brazilian Association for Sexual Medicine and Health (ABEMSS). Int Braz J Urol. 2026;52(3):e20250610. doi: 10.1590/S1677-5538.IBJU.2025.0610.