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Hiponatremia: diagnóstico e tratamento na prática clínica

Revisão clínica de hiponatremia: classificação, algoritmo diagnóstico por osmolalidade e status volêmico, salina 3%, metas de correção e SIADH.

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Hiponatremia: diagnóstico e tratamento na prática clínica

A hiponatremia é o distúrbio eletrolítico mais comum em pacientes hospitalizados. Por trás de um número aparentemente simples esconde-se um problema com armadilhas perigosas: corrigir rápido demais pode causar lesão neurológica irreversível, e corrigir devagar demais pode ser fatal. Esta revisão, baseada na publicação “In the Clinic” do Annals of Internal Medicine (dezembro de 2025), organiza o raciocínio em três eixos práticos — agudeza, gravidade e causa — com as metas e os limites numéricos exatos que você precisa dominar para o TECM e para o plantão.

Por que a hiponatremia importa

A hiponatremia hospitalar inclui formas adquiridas na comunidade (por exemplo, sódio baixo já na admissão) e adquiridas no hospital. A hiponatremia de início agudo exige tratamento rápido com salina hipertônica para reduzir o edema cerebral. Já na hiponatremia crônica (mais de 48 horas), o encéfalo tem tempo de normalizar o volume celular perdendo solutos — o que protege contra o edema, mas cria o risco de lesão se a correção for rápida demais.

Mesmo casos crônicos leves têm desfechos adversos: redução da cognição, osteoporose, maior risco de quedas e fraturas. A hiponatremia associa-se a maior tempo de internação, reinternações, morbidade e mortalidade. O reconhecimento precoce e o tratamento apropriado são, portanto, essenciais.

Quais sintomas devem alertar para o diagnóstico

Os sintomas variam amplamente, de náuseas a convulsões. Em um estudo de hiponatremia induzida por tiazídicos (sódio < 135 mmol/L), manifestações neurológicas leves apareceram frequentemente sem depleção volêmica clínica. Os sintomas mais frequentes foram mal-estar e letargia (49%), tonturas (47%) e vômitos (35%).

Com hiponatremia moderada, sintomas neurológicos como náusea, cefaleia e confusão tornam-se mais comuns. Uma vez que o sódio plasmático cai abaixo de 115 mmol/L, é provável que se instale confusão. A hiponatremia grave associa-se a delirium, rebaixamento de consciência, convulsões e, raramente, parada cardiorrespiratória.

Além dos sintomas neurológicos, pacientes hiponatrêmicos têm risco aumentado de osteoporose, quedas e fraturas de quadril — por isso o diagnóstico deve ser cogitado também em pacientes que se apresentam com essas condições.

Classificação: agudeza e gravidade

A hiponatremia é classificada como “aguda” quando o início é sabidamente menor que 48 horas, e “crônica” quando a duração é desconhecida ou maior que 48 horas. Essa distinção é central: após 48 horas, a perda adaptativa de solutos pelo encéfalo predispõe à lesão se a correção for rápida demais.

Critério Aguda Crônica
Duração < 48 horas (conhecida) Desconhecida ou > 48 horas
Exemplos típicos Intoxicação hídrica em exercício de endurança, polidipsia psicogênica, ecstasy (MDMA), preparo de colonoscopia, pós-operatório Maioria dos casos ambulatoriais e de causa indefinida
Encéfalo Edema celular; risco de edema cerebral e herniação Adaptado (perdeu osmólitos); risco de desmielinização se correção rápida

A gravidade é classificada como leve, moderada ou grave, com pequenas diferenças de pontos de corte entre as sociedades. A tabela abaixo reúne as duas referências citadas.

Gravidade Painel de especialistas EUA (2013) Diretriz europeia (2014)
Leve 130–135 mmol/L 130–135 mmol/L
Moderada 120–129 mmol/L 125–129 mmol/L
Grave < 120 mmol/L < 125 mmol/L

A maioria das recomendações de especialistas usa < 120 mmol/L como limiar de hiponatremia grave.

Algoritmo diagnóstico

A pergunta-chave do diagnóstico é: qual a tonicidade do plasma e qual o status volêmico? Estudos mostraram que 8 de 10 algoritmos usavam a avaliação do status volêmico como variável importante. A abordagem recomendada parte da osmolalidade plasmática.

Passo 1 — Medir osmolalidade plasmática (sódio < 136 mmol/L)

Solicite osmolalidade plasmática, ureia e glicose. A interpretação separa três cenários.

Tonicidade Osmolalidade plasmática Interpretação
Hipotônica < 275 mmol/kg* Hiponatremia verdadeira (hipotônica) — prosseguir investigação
Normotônica 275–295 mmol/kg Pseudo-hiponatremia: hiperlipidemia, hiperproteinemia
Hipertônica > 295 mmol/kg Solutos osmoticamente ativos: glicose, manitol

*Após corrigir para osmóis inefetivos (ureia, álcool).

A pseudo-hiponatremia caracteriza-se por osmolalidade plasmática normal (275–295 mmol/kg). A hiponatremia hipertônica (> 295 mmol/kg) ocorre quando altas concentrações de solutos efetivos aumentam a osmolalidade extracelular. Se a osmolalidade plasmática permanece baixa (< 275 mmol/kg) após correção para ureia e glicose, prossegue-se à avaliação do status volêmico, da osmolalidade urinária e do sódio urinário.

Passo 2 — Na hiponatremia hipotônica, medir osmolalidade e sódio urinários

Osmolalidade urinária Interpretação
< 100 mmol/kg Polidipsia, redução da excreção de solutos, beer potomania, dieta “tea-and-toast” (chá e torrada)
100–200 mmol/kg Mesmas causas acima — mas é necessário excluir SIADH
> 200 mmol/kg Avaliar status volêmico: hipovolemia, euvolemia ou hipervolemia

O sódio urinário também orienta: na hipovolemia há baixo sódio urinário por reabsorção renal aumentada. Quando o status volêmico é incerto, uma infusão diagnóstica de salina seguida de monitorização eletrolítica pode ser útil. Antes de diagnosticar SIADH, é obrigatório suspender tiazídicos e excluir insuficiência adrenal secundária e hipotireoidismo.

Causas por categoria de volume

A classificação por sódio corporal total e status volêmico orienta tanto o diagnóstico quanto a terapia.

Hipovolemia Euvolemia Hipervolemia
Perdas extrarrenais: vômitos, diarreia, pancreatite, sudorese, obstrução de intestino delgado Polidipsia primária Insuficiência cardíaca
Perdas renais: diurese osmótica, perda cerebral de sal (CSW), nefrite perdedora de sal, diuréticos, doença de Addison Redução da excreção de solutos, diuréticos, hipotireoidismo, deficiência de cortisol, SIADH Doença hepática com cirrose, síndrome nefrótica, doença renal crônica

Pontos de atenção da fonte:

  • Diuréticos: a hiponatremia por tiazídicos costuma ser clinicamente euvolêmica; a por diuréticos de alça é hipovolêmica (e menos comum).
  • Insuficiência adrenal primária (Addison): causa frequentemente negligenciada de hiponatremia hipovolêmica — apresenta-se com hipovolemia, hiponatremia, hipercalemia, bicarbonato reduzido e sódio urinário elevado.
  • CSW: ocorre com lesão craniana, hemorragia subaracnóidea, meningite, encefalite e tumores/cirurgia do SNC; suspeitar diante de balanço hídrico pós-operatório fortemente negativo.
  • Doença renal crônica: pode causar hiponatremia tanto euvolêmica quanto hipervolêmica.

Critérios diagnósticos da SIADH

O diagnóstico de SIADH é de exclusão e exige critérios essenciais bem definidos.

Critérios essenciais
Osmolalidade plasmática efetiva reduzida (< 275 mmol/kg H2O)
Concentração urinária inapropriada (osmolalidade urinária > 100 mmol/kg H2O com função renal normal) na vigência de osmolalidade sérica efetiva reduzida
Euvolemia clínica (ausência de sinais de hipovolemia ou hipervolemia)
Ausência de conservação urinária de sódio (sódio urinário < 30 mmol/L) com ingestão normal de sal e água
Ausência de outras causas de hipo-osmolalidade euvolêmica: hipotireoidismo, hipocortisolismo (insuficiência de ACTH hipofisário) e uso de diuréticos

Critérios suplementares incluem ácido úrico plasmático < 0,24 mmol/L, ureia (BUN) < 3,57 mmol/L, excreção fracionada de sódio > 1% e de ureia > 55%, e teste de sobrecarga hídrica anormal.

Tratamento: a abordagem geral

A conduta depende de agudeza, gravidade e causa. Pacientes com hiponatremia grave, hiponatremia aguda ou sintomas moderados a graves devem ser hospitalizados. O tratamento precoce com salina hipertônica para corrigir rapidamente o sódio em pacientes com hiponatremia aguda — mesmo se assintomáticos — é justificado. Pacientes com sintomas moderados a graves (agudos ou crônicos) também requerem terapia precoce.

Correção na hiponatremia aguda e gravemente sintomática

Na hiponatremia aguda, o objetivo é reverter rapidamente o edema cerebral aumentando o sódio plasmático em 4 a 6 mmol/L com salina 3%, e tratar a hipercorreção caso ocorra. Recomendam-se bolus em vez de infusões contínuas para essa correção.

A tabela abaixo resume os protocolos de referência europeu e norte-americano para o sódio plasmático em pacientes sintomáticos.

Protocolo Esquema com salina 3%
Diretriz europeia Administrar 150 mL de salina 3% em 20 min; repetir até aumento de 5 mmol/L no sódio sérico, então suspender
Painel de especialistas EUA 100 mL de salina 3% infundidos em 10 min, até 3 vezes conforme necessário, com correção urgente de 4–6 mmol/L
Sinais de herniação Salina hipertônica 3% a 0,5–2 mL/kg

A correção deve ser interrompida quando os sintomas melhoram, o sódio sérico aumenta 10 mmol/L ou atinge 130 mmol/L.

Na prática Na emergência neurológica (convulsão, coma, sinais de herniação), o alvo imediato é elevar o sódio em 4 a 6 mmol/L com salina 3% em bolus — não normalizar o sódio. Reverter o edema cerebral exige pouca elevação; o restante da correção deve ser lento.

Síndrome de desmielinização osmótica (SDO/mielinólise pontina)

Se a hiponatremia crônica é corrigida rápido demais, pode ocorrer a síndrome de desmielinização osmótica (SDO), caracterizada por disartria, disfagia, paraparesia ou quadriparesia, confusão, obnubilação e coma, tipicamente 2 a 6 dias após a correção.

A SDO é mais provável quando o aumento do sódio sérico é ≥ 10 mmol/L em 24 horas ou ≥ 18 mmol/L em 48 horas. O reconhecimento precoce e a monitorização cuidadosa da hipercorreção podem reduzir os casos de SDO a 0,2%.

Correção na hiponatremia crônica

Em pacientes com hiponatremia crônica gravemente sintomáticos, o tratamento inicial é igual ao da aguda. Contudo, dada a cronicidade, em pacientes não gravemente sintomáticos o sódio plasmático não deve subir mais de 10 mmol/L em 24 horas e/ou mais de 18 mmol/L em 48 horas, para evitar a desmielinização osmótica.

Pacientes com transtorno por uso de álcool, hipocalemia, desnutrição, doença hepática ou sódio plasmático < 105 mmol/L têm risco mais alto de desmielinização; nesses casos, a correção deve mirar 4 a 6 mmol/L por dia e não exceder 8 mmol/L em qualquer período de 24 horas.

Cenário Meta mínima diária Limite máximo de correção
Sem fatores de risco para desmielinização 8–10 mmol/L em 24 h 10–12 mmol/L em qualquer 24 h
Com fatores de risco (Na < 105 mmol/L, álcool, hipocalemia, desnutrição, hepatopatia grave) 6–8 mmol/L em 24 h 8 mmol/L em qualquer 24 h

Na prática Memorize os dois limites de segurança universais: não ultrapassar 10 mmol/L em 24 h nem 18 mmol/L em 48 h. Nos pacientes de alto risco, o teto cai para 8 mmol/L em 24 h. A justificativa para preferir o erro pela cautela: a hipercorreção, se ocorrer, é quase sempre tratável com glicose a 5% (D5W) mais desmopressina, enquanto a subcorreção pode ser fatal.

A previsão da taxa de correção é extremamente difícil. A fórmula de Adrogué (variação prevista de sódio = [Na⁺ + K⁺]infundido − [Na⁺]sérico / ACT + 1) baseia-se em “sistema fechado” e não considera perdas urinárias contínuas — por isso a monitorização frequente do sódio é indispensável para guiar a velocidade.

Pacientes em maior risco de hipercorreção

Pacientes com causas reversíveis de hiponatremia estão em maior risco de hipercorreção: ingestão compulsiva de água, redução de ingestão de sódio ou solutos, depleção volêmica, deficiência adrenal (Addison e insuficiência adrenal secundária), hipotireoidismo e SIADH medicamentosa.

As estratégias de manejo da hipercorreção são três:

  • Proativa: administrar desmopressina no momento da salina hipertônica, para prevenir a hipercorreção.
  • Reativa: acionada quando se observa aumento do débito urinário ou do sódio plasmático.
  • De resgate: quando os limites de correção são ultrapassados — administram-se simultaneamente glicose a 5% (D5W) e desmopressina para reduzir o sódio de volta aos limites.

A hipercorreção é uma emergência médica. Na maioria dos casos resulta da emergência de uma diurese aquosa após a resolução da causa da hiponatremia. Se a correção exceder 10 mmol/L em 24 h ou 18 mmol/L em 48 h, deve-se suspender o tratamento ativo em curso e consultar especialista para administrar D5W em doses individuais com desmopressina, até o sódio cair abaixo dos limites de hipercorreção.

Tratamento da SIADH e da hiponatremia crônica assintomática

Na SIADH, a restrição hídrica é a pedra angular, mas não se deve restringir o sal — esses pacientes têm efetivamente sódio corporal total reduzido. Oriente ingestão hídrica de cerca de 1000 mL/dia.

Pontos importantes da fonte:

  • Não administrar salina isotônica a pacientes euvolêmicos com sódio ≤ 120 mmol/L, independentemente dos sintomas.
  • A restrição hídrica costuma falhar se a soma do sódio + potássio urinários for maior que o sódio plasmático e se a osmolalidade urinária for > 500 mmol/L.
  • Cautela com diuréticos: furosemida com restrição hídrica associou-se a mais lesão renal aguda sem diferença significativa de sódio aos 28 dias.
Agente Mecanismo e observações
Restrição hídrica Pedra angular na SIADH; em torno de 1000 mL/dia; sem restrição de sal
Ureia Diurese osmótica; trata hiponatremia euvolêmica e hipervolêmica; US$ 3 por sachê de 15 g (250 mmol); eficácia comparável ao tolvaptan a longo prazo; sem casos relatados de desmielinização
Empagliflozina Diurese osmótica por glicosúria; considerar a longo prazo se Na > 130 mmol/L após falha de restrição hídrica e ureia; risco de cetoacidose euglicêmica e gangrena de Fournier
Tolvaptan Bloqueia a AVP; eleva à hipercorreção em 13,1% vs. 3,3% dos controles (OR 5,72); custo até US$ 300 por comprimido; iniciar hospitalizado; FDA limita a terapia a 30 dias
Demeclociclina Recomendada apenas por especialistas dos EUA; o autor não recomenda (insuficiência renal aguda, fotossensibilidade)

Para a hiponatremia hipervolêmica: na insuficiência cardíaca, restrição de água e sódio mais diuréticos de alça; na cirrose com ascite, a albumina intravenosa é o tratamento mais efetivo (resolução da hiponatremia em 85% dos pacientes e melhora da sobrevida em 30 dias). Para aconselhamento, pacientes com insuficiência cardíaca devem limitar o sal a menos de 3,0 g/dia.

Perguntas frequentes

Qual a primeira medida laboratorial na investigação de hiponatremia?

A osmolalidade plasmática. Ela separa a hiponatremia hipotônica verdadeira (< 275 mmol/kg) da pseudo-hiponatremia normotônica (275–295 mmol/kg, por hiperlipidemia ou hiperproteinemia) e da hipertônica (> 295 mmol/kg, por glicose ou manitol). Só depois de confirmar a hipotonicidade — corrigindo para ureia e glicose — prossegue-se para osmolalidade/sódio urinários e status volêmico.

Quando devo usar salina hipertônica a 3%?

Na hiponatremia aguda (mesmo assintomática) e em qualquer paciente com sintomas neurológicos graves (convulsão, coma, sinais de herniação). O alvo imediato é elevar o sódio em 4 a 6 mmol/L em bolus para reverter o edema cerebral — não normalizar o sódio. Protocolos: 150 mL em 20 min (europeu) ou 100 mL em 10 min até 3 vezes (EUA).

Quais são os limites de correção para evitar mielinólise pontina?

Não aumentar o sódio mais de 10 mmol/L em 24 horas nem mais de 18 mmol/L em 48 horas. Em pacientes de alto risco (sódio < 105 mmol/L, alcoolismo, hipocalemia, desnutrição, hepatopatia), o teto cai para 8 mmol/L em 24 horas, com meta de 4 a 6 mmol/L por dia.

O que fazer se ocorrer hipercorreção?

A hipercorreção é uma emergência médica tratável. Suspenda o tratamento ativo e administre glicose a 5% (D5W) com desmopressina para reduzir o sódio de volta aos limites de segurança. A desmopressina pode ser usada de forma proativa (junto à salina hipertônica) em pacientes de alto risco, como aqueles com causas reversíveis.

Como tratar a SIADH?

Restrição hídrica (cerca de 1000 mL/dia) sem restringir o sal, suspensão de fármacos causadores e busca da causa. Se a restrição falhar, considerar ureia (primeira escolha farmacológica, barata e segura), empagliflozina (se Na > 130 mmol/L) ou tolvaptan (com cautela, hospitalizado, máximo de 30 dias pela FDA). Não administrar salina isotônica a pacientes euvolêmicos com sódio ≤ 120 mmol/L.

A diferença entre aguda e crônica muda a conduta?

Sim. A hiponatremia aguda (< 48 h) causa edema cerebral e exige correção rápida com salina 3%. A crônica (> 48 h ou duração desconhecida) já adaptou o volume celular cerebral, tornando-a vulnerável à desmielinização se corrigida rápido demais — daí os limites rígidos de velocidade. Quando a duração é desconhecida, trate como crônica por segurança.

Pontos-chave: o que todo médico deve saber

  • A hiponatremia é o distúrbio eletrolítico mais comum em hospitalizados e associa-se a maior morbimortalidade — mesmo formas crônicas leves causam quedas, fraturas e déficit cognitivo.
  • O primeiro exame é a osmolalidade plasmática: < 275 mmol/kg confirma hiponatremia hipotônica verdadeira; descarte pseudo-hiponatremia e causas hipertônicas antes de prosseguir.
  • O diagnóstico etiológico depende do status volêmico (hipo, eu ou hipervolemia) somado à osmolalidade e ao sódio urinários.
  • A SIADH é diagnóstico de exclusão: euvolemia, osmolalidade plasmática < 275 mmol/kg, osmolalidade urinária > 100 mmol/kg, sódio urinário < 30 mmol/L, com exclusão obrigatória de tiazídicos, hipotireoidismo e hipocortisolismo.
  • Na hiponatremia aguda ou gravemente sintomática, use salina 3% para elevar o sódio em 4 a 6 mmol/L e reverter o edema cerebral.
  • Limites de correção: nunca exceder 10 mmol/L em 24 h nem 18 mmol/L em 48 h; em alto risco, teto de 8 mmol/L em 24 h.
  • A hipercorreção é uma emergência tratável com D5W + desmopressina; a subcorreção pode ser fatal — por isso, monitorize o sódio com frequência.
  • Na SIADH crônica, restringir água sem restringir sal; ureia é a opção farmacológica de primeira linha; tolvaptan apenas com cautela e por no máximo 30 dias (FDA).

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Aviso: Este conteúdo tem finalidade educativa e de apoio à preparação para o TECM. Não substitui o julgamento clínico individualizado, diretrizes institucionais ou a consulta às fontes primárias. Condutas terapêuticas devem ser individualizadas conforme o quadro de cada paciente.

Referência: Henry DA. Hyponatremia. Ann Intern Med. 2025 Dec;178(12):ITC177-ITC192. In the Clinic. doi:10.7326/ANNALS-25-04219.